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quinta-feira, outubro 08, 2015

MINHAS MEMÓRIAS DE MENINA

E nossa menina está radiante de felicidade,morando na Rua São Pedro,perto de várias coleguinhas de sala de aula,convivendo com elas e suas famílias,conhecendo várias outras pessoas,alegres companhias para os folguedos e brincadeiras de fim de tarde,após o banho e o jantar.E eram muitas amigas a se reunir para as rodas enormes,para o pique de esconder,as queimadas,chicotinho queimado,passar anel e muitas outras que não me vem à memória...e às nove horas as mães começavam a chamar e todas, obedientemente,se recolhiam às suas casas,sem retrucar e sem reclamar.Ainda não havia televisão,somente o rádio,centro das atrações,com suas novelas e séries:
 Em 12 de julho de 1941, às 10h30, teve início ‘Em busca da felicidade’,primeira radionovela transmitida no país, através da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. A obra mexicana foi escrita por Leandro Blanco, com adaptação de Gilberto Martins. Seus capítulos ficaram no ar por aproximadamente três anos.Após seu término, começou a cubana ‘O direito de nascer’, que foi a principal radionovela do Brasil.





quarta-feira, julho 29, 2015

  Carta para Carla
Era uma vez...  uma menina nas cores do arco-íris, carregada de sonhos como nuvens que o vento balançava. Sonhava a menina com um mundo colorido e distante, com um reino encantado e mágico, envolto em tules e organzas, iluminado por sóis e luas, estrelas e pirilampos.
E a menina sentia que os sonhos que habitavam a casa em que seu coração vivia, um dia se tornariam realidade... e a ampulheta da vida escorria e corria atrás do futuro, enquanto ela tecia os sonhos e despertava magias. E a menina foi crescendo e alimentando estes sonhos...seu quarto quando a lua iluminava era o seu reino e ela passeava feliz entre seus enfeites indianos ...era amada por todos e este amor a fazia feliz,mas sentia que precisava de um pouco mais de brilho em sua vida.
   E este brilho chegou um dia,não com um príncipe em um cavalo branco,mas na forma de um moderno príncipe que canta e encanta,que usa como meio de transporte um moderno ônibus multicolorido e como exército tem uma legião de fãs que o seguem para onde for.
   Sábado serão realizadas as suas núpcias...os laços que os unem serão abençoados.Que a minha querida menina encontre a resposta a todos os seus sonhos...que Deus a proteja e ilumine os seus caminhos e que o seu menestrel só entoe belas melodias que a façam sorrir,muito feliz e venturosa.
    Kahlil Gibran já dizia:
   "O amor só dá de si mesmo,
    e só recebe de si mesmo.
   O amor não possui
    nem quer ser possuído.
    Porque o amor basta ao amor.
    E não penses que podes guiar
     o curso do amor;
     porque o amor,se o escolher,marcará ele o seu curso."

Minha querida Carla ,estarei ao seu lado em espírito e em minhas orações .Tenho certeza que sua tia Marília também estará ao seu lado abençoando a sua união.Seja muito feliz!!!
           
        

domingo, março 01, 2015

Minha cunhada Hortência


A primeira à esquerda é Hortência, minha cunhada e amiga.


A notícia chegou através do telefone...meu filho Cacá me comunicando o falecimento de sua tia Hortência.E num relance, momentos vividos, instantes preciosos vieram à minha mente...o dia em que a conheci e ela me abriu a porta de seu quarto e a de seu generoso coração.Mostrou o enxoval à menina de 16 anos que estava prestes a ficar noiva de seu irmão e queria se mostrar adulta à futura cunhada.
Mais tarde,já casada, foi ela que me ensinou a cuidar dos filhos,a lidar com os empregados e, juntas saíamos,planejávamos executar receitas,pintávamos e ríamos muito.Seu humor me alegrava e sua presença foi essencial em minha vida quando meus pais se mudaram para o Rio...nos finais de semana era com ela que trocava confidências,esclarecia dúvidas e encontrava apoio.Foi uma amiga para todos os meus momentos...acompanhou-me ao Hospital quando fiz o parto sem dor e se espantava com a minha tranquilidade...
Dela me lembrei ao escrever as minhas Memórias de uma Senhorinha,neste trecho:

.A primeira da foto, Hortência,bonita morena,alta e simpática.Já estava casada e tinha três filhos nesta época,tendo tido mais um depois que se conheceram.Tinha um gênio forte e impulsivo,lidava com as empregadas da casa com pulso firme e era o braço direito da mãe.Fez seus estudos em Juiz de Fora,no Colégio Stella Matutina, onde era exímia jogadora de volley.Saudosa deste tempo,fez da cunhada sua confidente e lhe mostrava as fotos com seu time,deslumbrando a nossa menina com suas recordações.Adorava o pai,era seu ídolo e tudo fazia por ele.Elas se tornaram grandes amigas. Seus filhos eram arteiros e ela uma mãe muito enérgica.
 Como podem ver,esta amizade nos uniu por muitos anos...estivemos distantes durante outros tantos anos,mas o afeto nunca diminuiu...

Hoje consegui terminar  minha pequena homenagem a esta que foi e sempre será uma grande mulher,batalhadora,alegre,firme em suas decisões e dona de uma grande sensibilidade,o que fez dela uma pintora de belas e expressivas telas.  
Vá com Deus,amiga.Seus filhos poderão sempre contar com a tia Leninha,como um dia você cuidou de meu filho e seu afilhado Dudu.   

quinta-feira, janeiro 22, 2015

RELATO DE UM MILAGRE

PADRE  JULIO MARIA






Começa em janeiro de 2015 o processo de beatificação do padre Júlio Maria de Lombaerde (1878-1944). Nascido na Bélgica, ele passou os últimos 16 anos de sua vida em Minas Gerais, onde se dedicou à criação de escolas, hospitais, asilos e congregações. Atualmente o padre tem o título de Servo de Deus, mas em janeiro do ano passado o Vaticano autorizou a abertura do processo de beatificação.

A fase diocesana do processo de beatificação e posterior canonização do missionário terá início em Manhumirim, na Zona da Mata, de onde vem a mobilização para reconhecê-lo como santo. O bispo diocesano de Caratinga, dom Emanuel Messias de Oliveira é o responsável pelos procedimentos. Entre os dias 22 e 24 de janeiro será realizado um simpósio com palestras e oficinas sobre temáticas relacionadas à vida e obra do padre Júlio Maria. Participantes de outros estados brasileiros são aguardados.

Sabedora de tal fato estou enviando para a Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora o relato de um milagre ocorrido em nossa família por intermédio do Pe Julio Maria



Meu nome é Helena Maria Oliveira Brandão de Rezende. Resido atualmente em Teresópolis/ RJ, porém sou natural de Manhumirim/ MG.
Este relato me foi feito por minha mãe, hoje falecida,
Maria Helena de Oliveira.

     No ano de 1952 ,minha mãe estava grávida e, segundo suas próprias palavras, correndo o risco de  perder a vida ou a vida da criança, por ser uma gravidez de altíssimo risco, devido à problemas de hipertensão arterial somados à sua idade e outros problemas de saúde.
Já era mãe de duas filhas e sempre teve dificuldades de levar à termo a gravidez. Seu médico já a havia advertido quanto ao risco de uma nova gravidez.  Morava ainda em Manhumirim quando nascemos, minha irmã e eu.
Na época da terceira gravidez, residíamos em Muriaé/MG e ela não havia se esquecido das recomendações de seu médico, porém quis tentar assim mesmo, sonhando com o nascimento de um filho que seria a realização de um desejo dela e de meu pai, uma vez que só tinham filhas.
Foi uma gravidez atribulada, suas pernas constantemente inchadas, uma dieta de total abstenção do sal, um desânimo constante e o receio enorme do que poderia acontecer.
Em Manhumirim aprendera a estimar o Pe. Júlio Maria e a ouvir os seus conselhos. Assinava o jornal "O Lutador" e todos nós o líamos. Morávamos em Pouso Alegre quando o padre sofreu o terrível acidente no qual perdeu a vida. Minha mãe passou a rezar sempre por ele e quando nos mudamos para Muriaé, esta devoção a acompanhou.
Na gravidez sentiu que só ele poderia ajudá-la. E quando se aproximava a data do parto foi a ele que se dirigiu, prometendo-lhe que se a criança se salvasse dar-lhe-ia o nome de Julio Maria (tinha quase certeza que seria um menino).
Após um parto demorado e difícil, nasceu o meu irmão, com  baixo peso. Nas condições da medicina da época, a sobrevivência de um recém nascido prematuro de baixo peso era dificílima, só mesmo um milagre. E este realmente aconteceu. Hoje meu irmão que se chama Julio Maria de Oliveira, conforme a promessa feita por minha mãe, encontra-se com 62 anos e com perfeita saúde, é médico em Teresópolis / RJ. Não por coincidência, soubemos que a medicina era uma das áreas de maior interesse do Pe. Júlio Maria.






terça-feira, dezembro 09, 2014

Mais Guimarães Rosa



Guimarães Rosa

"Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito."

(Guimarães Rosa)

 

terça-feira, setembro 23, 2014

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO

Minha amiga Marli Soares Borges criou um evento com este título e minha contribuição foi esta que partilho com vocês,meus amigos.

O Tempo é o Senhor da Razão
Eclesiastes 3
1 ¶ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.


Esta passagem do Eclesiastes sempre me marcou,desde que a li pela primeira vez... olha que faz tempo isto,eu tinha nove anos e cursava a terceira série primária,no Instituto Santa Dorotéa,em Pouso Alegre,Minas Gerais...as freiras nos faziam ler todos os dias uma passagem da História Sagrada e esta era a que mais me impressionava.Principalmente a de número 3 que fala em tempo de matar...isto,para uma criança,era muito forte e me amedrontava muito.Mais tarde fui percebendo que nada disto deveria ser interpretado ao pé da letra,mas para uma criança de fértil imaginação era algo pavoroso demais...
Hoje já passei por várias destas etapas,já plantei e tive uma bela colheita, já arranquei muitas ervas daninhas que se misturaram à minha semeadura;
Já chorei e ri muitas vezes,pranteei as minhas múltiplas perdas,dancei conforme a música e até destoando dela,matei as lembranças ruins e curei feridas de meu coração e dos corações de amigos;derrubei e edifiquei construções não muito adequadas, espalhei pedras onde o barro poderia levar alguém a derrapar,juntei as pedras que alguns em mim atiraram(não cheguei a construir um castelo,como Pessoa),abracei e fui abraçada; busquei,ah como busquei acertar e muitas das vezes perdi,embora tenha acertado outras tantas,guardei recordações de bons momentos e lancei fora o que não acrescentava nada;rasguei meu coração em mil pedaços,mas cosi e cerzi com as linhas do esquecimento,muitas vezes...calei-me em horas certas e também em erradas horas...falei muito e me arrependi na mesma proporção; amei e ainda amo com entusiasmo e paixão,a vida,a natureza,o sol,a lua, as estrelas,o nascer e o por do sol,os arco-íris e as borboletas...ódio? não,não tenho tempo para o ódio,nem gosto de falar odeio isto ou aquilo....guerras para mim nunca existiriam,a paz sim esta é e deve ser o objetivo de todos...
E finalmente,o que eu mais gosto e aprecio em todas as gentes...alegrar-se e fazer o bem na sua vida...alegrar-se e alegrar as outras pessoas,vestir a roupa da Alegria e adornar os cabelos e os pensamentos com as travessas e tiaras do Amor e do Bem querer.

 

segunda-feira, setembro 01, 2014

CHEGANDO EM CASA

Chegando em Casa        


Chegando em casa
com a alma amarfanhada
e escura
das refregas burocráticas
leio sobre a mesa
um bilhete que dizia:

- hoje 22 de agosto de 1994
meu marido perdeu, deste terraço:

mais um pôr de sol no Dois Irmãos
o canto de um bem-te-vi
e uma orquídea que entardecia
sobre o mar.

( Affonso Romano de Sant’Anna )

segunda-feira, agosto 18, 2014



Arrume a casa. Troque os lençóis da cama. Enfeite a casa. Coloque roupas coloridas. Abra a porta. Deixe o sol entrar.
Despacha a tristeza. Convide a alegria. Entre no mundo. Desafie o acaso. Repita a rima. Descarte as ilusões. Sele a paz com a saudade.
Enfrente a chuva. Não perca tempo. Seja breve. A vida não é curta e o mundo não é grande. A história é sua, o tempo também e não aguarde o melhor que sempre está por vir.
Acenda a luz. Clareie a sua volta e aproveite para viver.
___Ita Portugal - 


quarta-feira, abril 09, 2014


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda

terça-feira, abril 08, 2014

Meus queridos,
Devo apresentar, primeiramente, o meu pedido de desculpas pela ausência tão demorada e dizer-lhes que, aos poucos, voltarei.
Um beijo e um afago.E o desejo de um lindo dia!!!!!!
 

Divagando

Voltar a escrever...necessário se faz, mesmo que destreinada completamente das manhas e manias antigas...criar novos caminhos, apreender novos temas, apoderar-se do novo instrumento, vestir as armas da conquista.Onde as imagens? Onde os atalhos, onde o mundo das palavras se escondeu? Consegui encontrar uma imagem, porém as palavras correm  e é difícil,  muito difícil está localizá-las.A um toque meu, tornam a se esconder, fogem do meu campo visual. ..
Tentarei aprisioná-las.Tarefa difícil, porém não impossivel.

sexta-feira, outubro 25, 2013



Carta à Manuela   


Era uma vez... nas terras de um vinhedo, uma menina nas cores do arco-íris, carregada de sonhos como nuvens que o vento balançava. Sonhava a menina com um mundo colorido e distante, com um reino encantado e mágico, envolto em tules e organzas, iluminado por sóis e luas, estrelas e pirilampos.
E a menina sentia que os sonhos que habitavam a casa em que seu coração vivia, um dia se tornariam realidade... e a ampulheta da vida escorria e corria atrás do futuro, enquanto ela tecia os sonhos e despertava magias. E a poesia, de mansinho, dela se aproximava e tecia laços de afeto, coloridos em róseos tons, em iridescentes lilases e em vívidos carmins.
A mão do destino a fez Poeta e o seu reino, envolto em beleza, a Poesia.
Hoje é o teu aniversário, Manu querida. Gostaria de poder abraça-la e dizer o quanto é especial em minha vida... contigo compartilho sonhos, sentimentos e ideais... divido alegrias e tristezas... mesmo com a distância que nos separa, sinto que a afinidade que nos une supera qualquer distância,,, afinal são distâncias geográficas apenas. Tuas palavras encontram abrigo e ancoradouro em meu sentir, como se fossem barcos lançados ao mar que as ondas trazem e iluminam a minha casa, a minha rua e a minha essência.
Tua amizade é um presente de Deus em minha vida... minha caminhada se tornou mais leve e suave ,não importando onde estejas... quando o afeto é Alma, não há distância que o impeça.
Quero te desejar:
Laços... abraços... ternuras... flores... sonhos... amanheceres e poentes... estrelas e luares... cantos de colibris e aromas de madressilvas ao luar.
Um afago para ti, meu anjo, minha amiga, minha sempre irmã,
          Leninha


quinta-feira, setembro 26, 2013

Memórias de uma senhorinha

E nossa senhorinha se sentia uma borboleta,convivendo com os amigos da irmã,assistindo aos filmes que amava,vendo TV(na fazenda só escutava o rádio e os discos em sua eletrolinha),cuidando do filho,levando-o à pracinha,à praia e à escola.Participava também das excursões que a irmã realizava com os alunos à várias localidades:Petrópolis,Arcozelo,Paquetá,Cabo Frio,Saquarema,Itacuruçá e a ajudava na disciplina,pois controlar aquele bando de adolescentes não era tarefa muito fácil...todos eles adoravam a "teacher",mas estavam numa fase da vida em que precisavam de um certo controle e os pais ficavam tranquilos quando viam que ela iria junto.
Vou lhes falar um pouco da Aldeia de Arcozelo,um local fascinante que,na época,era muito visitado por alunos de escolas públicas:
Fica no município de Paty do Alferes e só este nome era o bastante para alimentar as fantasias de todos:alunos, a irmã e ela,nossa senhorinha,que adorava conhecer lugares e sua história.

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Aldeia de Arcozelo

A origem da Aldeia de Arcozelo remonta ao apogeu do ciclo do café. Era a antiga Fazenda da Freguesia, uma das propriedades do Capitão-Mor Manoel Francisco Xavier, que durante muitos anos foi dos grandes produtores de Paty do Alferes e palco da mais importante fuga de escravos da região, liderada por Manoel Congo.
Pelas mãos do Embaixador Paschoal Carlos Magno, transformou-se na Aldeia de Arcozelo, um complexo cultural com o objetivo de ser um centro permanente de realizações artísticas.
Através do sonho de Paschoal, um dos nomes de maior relevância na trajetória do teatro brasileiro, foram construídos o Anfiteatro Itália Fausta, o Teatro Renato Vianna, salas de exposições e oficinas, a Biblioteca, além de uma área reservada para hospedagem e alimentação dos participantes de eventos lá realizados, tais como o Festival de Teatro Amador do Estado do Rio de Janeiro e o Encontro de Corais das Escolas Estaduais do Rio de Janeiro.
Numa justa homenagem aos tantos escravos que ali viveram, Paschoal Carlos Magno construiu uma pequena capela onde ainda podem ser vistas imagens de santos negros hoje reverenciados como a Escrava Anastácia e instrumentos para castigos usados à época.
Hoje a Aldeia de Arcozelo é administrada pela Funarte – Fundação Nacional de Arte, do Ministério da Cultura e aberta à visitação.

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Em 1700, Garcia Rodrigues Pais, filho de Fernão Dias Paes Leme, o Caçador de Esmeraldas, abriu o Caminho Novo ligando as Minas Gerais e o porto do Rio de Janeiro. Este caminho passaria, nos anos seguintes, a ser a principal rota de comunicação de escoamento do ouro produzido nas Minas Gerais e o rota dos imigrantes para o interior, substituindo o antigo caminho, que terminava em Parati.
Pati do Alferes começou, então, a se desenvolver em ritmo acelerado no século XVIII a partir da ocupação de terras da sesmaria de Pau Grande. Viajantes como Monsenhor Pizarro e Frei Antonil percorreram o Caminho Novo no século XVIII e deixaram descrições de uma região que apenas servia de passagem entre o porto do Rio de Janeiro e as ricas Minas Gerais, com grandes florestas virgens e com índios coroados que por elas perambulavam. Frei Antonil descreveu sua viagem no livro Cultura e opulência do Brasil, datado de 1711, no qual cita a sesmaria de Pau Grande (no atual distrito de Avelar) como uma roça que principiava a ser desbravada em plena selva. Muitos sesmeiros logo se agruparam em torno deste primeiro núcleo.
Acredita-se que o nome Pati do Alferes venha da união do nome do posto militar de alferes (no Brasil, equivalente ao posto de segundo-tenente) ao vocábulo indígena dado a uma palmeira abundante na região - o pati - que começou a se delinear às margens do Caminho Novo.6 Ademais, registros históricos apontam para dois alferes de ordenança, Leonardo Cardoso da Silva e Francisco Tavares (depois capitão), cujas propriedades viriam a ser conhecidas como Roça do Alferes. Também havia muitos patis que davam nome à toda região desde a serra até as margens do Rio Paraíba do Sul. O nome vem do tupi árvore que se eleva, designando uma palmeira da família Syagrus (Syagrus pseudococos), também chamada de palmito-amargoso. Ao longo dos anos, a grafia foi alterada para pa'ti, paty e finalmente para pati. Assim, a antiga Roça dos Alferes passou a ser chamada de Pati do Alferes para distinguir-se da localidade de Pati, atual Andrade Pinto, em Vassouras.
 Fonte: WIKiPÉDIA

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E esta história encantava a nossa senhorinha, já se vendo a viver naquela época,com aqueles trajes das damas de antigamente,a desbravar o Caminho Novo, em busca de novas aventuras e novíssimos horizontes.O romantismo sempre foi um traço exacerbado de sua personalidade intensa e sonhadora.A realidade do lugar podia até não corresponder às suas expectativas mas ela não dava o braço a torcer,via o que sua imaginação projetava e nem se importava se as construções estivessem maltratadas, o barro as impedisse de passar em alguns lugares com seus sapatinhos delicados da cidade(e ela que gostaria de ter se embrenhado na mata,com os trajes de dama antiga,não conseguir nem mesmo andar em alguns lugares,com seu traje dos dias de hoje).E era sempre uma calça jeans e uma sapatilha de tecido e sola de corda.
Voltavam para casa, realizadas,cantando e com muitas fotos para revelar.Ah se tivessem estas modernas câmeras digitais que temos hoje...


quinta-feira, setembro 05, 2013

MEMÓRIAS DE UMA SENHORINHA


E vamos encontrar nossa senhorinha, após este lapso no tempo, morando no Rio de Janeiro, mais especificamente no bairro do Catete, no apartamento de sua mãe, com seu filho mais novo e uma grande esperança no coração...dolorosas eram as recordações que carregava e sentia que relembrá-las não faria bem a ninguém. Vamos concordar com ela e baixar uma cortina sobre este tempo...
1974...
Um Rio de Janeiro ainda pacato e tranquilo, foi o que ela encontrou.O Largo do Machado era o local onde se concentravam os amigos da irmã, após a Missa dominical.
A Igreja da Glória, imponente e bela dominava o cenário...as missas eram frequentadas pelo "Grupo Jovem"e ela se adaptou ao grupo e aos participantes, afinal não era grande a diferença de idades entre ela e eles...a tia de dois dos rapazes era funcionária do Banco onde o pai e a irmã trabalhavam e frequentava também o mesmo grupo.Ali combinavam os saraus dos sábados na casa de alguns que tinham piano em casa, as sessões de cinema e as idas à praia sempre em bando...
Os cinemas São Luiz, Azteca e Paissandu

eram os mais frequentados, pela proximidade e também pela programação eclética e atraente.E a seleção de filmes era variadíssima, passando pelos musicais ligados ao rock(Grease,foi visto e revisto)
e atingindo os amados filmes de Fellini e Bertolucci. Aos poucos apresentarei as preferências cinematográficas
 daquele grupo ao qual nossa senhorinha se juntou, na ânsia de voltar no tempo e recuperar a juventude não vivida.Hoje me limitarei a um deles:


Filmes, filmes e mais filmes, não sei por que, mas quando falam em filmes de dança existe um nome que quase sempre é lembrado pelo pessoal da década de 70 e pelos amantes de rock and roll. Estou falando de Grease nos tempos da brilhantina... o mesmo foi inspirado em um livro da década de 50, um romance que conta da historia de dois adolescentes, (Olivia Newton-John) e Danny (John Travolta), que têm um romance nas ferias de verão e acabam se reencontrando na mesma escola, onde Danny faz de tudo para esnobar a garota.Vale a pena ser visto atualmente pois retrata uma década muito interessante em que a juventude começava a vibrar com o Rock.

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Devagar voltarei às memórias da senhorinha...aguardem com paciência, pois, apesar de querer , meu ombro ainda não me permite muitas estrepulias .

Bjsssssssssssss