SONHOS E ENCANTOS

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segunda-feira, novembro 26, 2012

MEMÓRIAS DE UMA SENHORINHA // Hoje é dia de rock

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Não pensem que estão no blog errado é o Sonhos e Encantos e as Memórias de uma senhorinha que estão a ler...
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Acontece que a irmã e ela assistiram a uma peça, no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro, que as marcou profundamente e, não só a elas, mas a todos que tiveram a oportunidade de assistí-la...a peça em questão " Hoje é dia de Rock", levava ao teatro todos os dias, multidões de jovens que voltavam noite após noite para assistir novamente a saga de uma família mineira, em sua ânsia de procurar novos rumos e de um pai conservador que lutava para permanecer." Minas não existe mais...Minas já morreu...afirmavam os filhos, opondo-se á vontade do patriarca da família.

A peça - rito de passagem da geração desbunde - falava da grande mudança para a Fronteira, de um incontido desejo de sair, de se desligar de um mundo "condenado". Encenava, em meio a um estonteante trabalho visual e sonoro que traduzia plasticamente a liturgia psicodélica da época, um vôo em direção às margens, no melhor estilo da utopia drop-out. "Quem nasceu para voar, voe no rumo do céu. Quem nasceu para cantar, cante. Teus pássaros viajam voando no espaço estreito da América, contra sertões, procurando ar, cor, luz, flor, pão. Pássaros viajam ao redor da Máquina, contra a Máquina, antes da Máquina e depois"- sentenciava Inca, a vidente, em um momento chave da peça. É assim que Izabel, regida pela visão da Fronteira, resgata a imagem de Elvis Presley (o grande e mágico Motor dessa História), que irrompe em cena de lambreta e materializa a possibilidade do seu vôo: "I love you...Nunca esperei que um dia, numa tarde de sábado, você podia sair de dentro do meu rádio para dizer olhando para mim: I love you... Quando eu queria sair de Minas e não sabia como... Como se eu fosse uma estrela caindo do céu, longe longe... Então eu imaginava você vindo, como eu te imaginava...

No texto e na encenação, a presença da fé fundamental que iluminou o projeto libertário da contracultura. A fé que orientou o sonho cujo primeiro grande impulso vem dos "rebeldes sem causa" de Elvis e Dean; que se define em seguida com a "grande recusa" da sociedade tecnocrática pelo flower power ao som dos Beatles e dos Rolling Stones; e que ganha, de forma inesperada, uma nova e mágica força no momento em que Lennon declara drasticamente: o sonho acabou. No Hoje é dia de rock, se não me falha a memória, um forte contingente jovem vislumbrou formalmente a viagem para o outro lado da margem, que oferecia naquela hora uma atração irresistível enquanto espaço de construção de um possível novo mundo, strawberry fields forever. 

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Hoje É Dia de Rock
12/ 10/ 1971 - Rio de Janeiro/RJ
Teatro Ipanema
HistóricoConsiderado pela crítica especializada o espetáculo mais importante de 1971, Hoje É Dia de Rock permanece em cartaz até 1973 e se torna um fenômeno de público raro na história do teatro brasileiro. Desde o processo de construção, que trabalha com a sensibilização coletiva, passando pela interpretação, que permite ao ator tocar o espectador, até a distribuição espacial do espetáculo, que invade a platéia, Hoje É Dia de Rock transforma o Teatro Ipanema em um altar de celebração.
Escrita por José Vicente, a peça conta a história de uma família do interior de Minas Gerais que vive o conflito entre a tradição e a modernidade, o ficar e o partir. O autor se utiliza da viagem como elemento preponderante para simbolizar a tensão entre o desejo de permanecer fiel às origens e o de conhecer outros lugares, em especial as grandes cidades. O protagonista é Pedro, o pai, músico e maestro de banda, que persegue um alvo místico durante todo o decorrer da peça: procura uma clave de cinco notas, ainda não descoberta. Rubens Corrêa, ator e diretor do espetáculo, identifica o teatro ritualístico como "uma ligação do inconsciente do indivíduo com o todo, com o cósmico", que faz brotar em cena a magia de cada ação do cotidiano. O crítico Yan Michalski define a linguagem do espetáculo como realismo mágico, comparando suas personagens à de Cem Anos de Solidão:
"Quando os intérpretes de Rock nos acolhem com pão, flores e fraternos sorrisos, dificilmente deixaremos de nos sentir atingidos, tão profundamente esta comunhão se acha enraizada numa situação dramática com a qual nos podemos identificar, e no olhar com o qual o autor, o diretor e os atores contemplam essa situação." A comunicação que o espetáculo estabelece com seu público leva-o a permanecer em cartaz mais de dois anos, como um fenômeno poucas vezes visto no teatro brasileiro. Segundo o crítico, "havia espectadores que iam revê-lo dezenas de vezes, como se estivessem visitando uma família pela qual se sentiam adotados, e a coleção de cartas que o grupo recebeu, autênticas declarações de amor, algumas das quais afirmando que o contato com o espetáculo havia mudado a sua vida, constitui uma documentação rara na história do nosso teatro".1
A encenação de Hoje É Dia de Rock marca a trajetória do Teatro Ipanema não apenas pela retomada do teatro ritualístico, iniciado com Diário de um Louco, 1964, e desenvolvido em O Arquiteto e o Imperador da Assíria, 1970, mas principalmente porque sintetiza e simboliza esteticamente todo o ideário da contracultura. Nas palavras de Yan Michalski, é "um inigualável monumento teatral à mentalidade de 'paz e amor' ".2
Notas
1. MICHALSKI, Yan. O teatro sob pressão: uma frente de resistência. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 50.
2. MICHALSKI, Yan. O teatro sob pressão: uma frente de resistência. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 50.


Atualizado em 16/09/2009 
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E as duas, idealistas que eram, resolveram encenar a peça na pequenina Miradouro...e foram á cata dos atores, entre os amigos e conhecidos.
O papel de Adélia, a esposa de Pedro Fogueteiro, coube à irmã.
A ìndia, ficou a cargo de sua colega e amiga Madalena Schettini.
Pedro Fogueteiro coube ao irmão de Madalena, Zezé Schettini.
Nonato interpretou Elvis Presley
Escobar reviveu o Davi

E Lelo deu vida ao Quincas.
Neusinha foi vivida por Eliane.

E os passantes foram vividos por alguns colonos da fazenda, entusiasmados por participarem de uma peça teatral , fazer teatro, como diziam, empolgados.

A bela trilha sonora foi gravada por Marco Aurélio (Lelo) no piano do Colégio Sion no Rio...e ficou lindíssima. 


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A primeira apresentação foi numa tulha de arroz na própria fazenda...todos que assistiram ficaram maravilhados...foi emocionante ver os olhos enternecidos daquelas pessoas humildes, foi gratificante receber os seus cumprimentos.
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A nossa senhorinha não participou da peça como personagem...o marido não concordou...fez então a direção e ensaiou, junto com a irmã ,exaustivamente, todas aquelas pessoas que não haviam visto a peça e não sentiam a mesma emoção que elas...e era uma alegria vê-las interpretando, sentindo o texto, descobrindo nuances e coloridos em suas almas, nunca dantes vislumbrados.

O próximo passo foi apresentar a peça em Miradouro e foi nova vibração, com outra platéia, em nada melhor que a dos colonos que tanto as encantaram...as pessoas da cidade não viam com bons olhos estas "ideias modernas"e aplaudiram com alguma reserva.

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  O que ficou foi uma boa recordação desta primeira e única incursão pelo mundo das Artes Cênicas...o livro, autografado por José Wilker e outros atores foi emprestado à uma escola e ela nunca mais o viuE antes que a melancolia me domine,pisarei o chão devagarinho e me recolherei deixando para você,meu amigo leitor, a limpidez do olhar e a inocência da criança que ,dentro de mim,ainda habitam.
"São as crianças que vêem as coisas – porque elas as vêem sempre pela primeira vez com espanto, com assombro de que elas sejam do jeito como são. Os adultos, de tanto vê-Ias, já não as vêem mais. As coisas as mais maravilhosas – ficam banais. Ser adulto é ser cego"
.RUBEM  ALVES

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  Bem, amigos por hoje é só...na próxima semana voltarei com mais proezas da Senhorinha.
                                        Bjssssssssss  
 





segunda-feira, novembro 19, 2012

MEMÓRIAS DE UMA SENHORINHA/ VIVENDO UM SONHO



Esta é a bela praia do Recreio dos Bandeirantes hoje: belos prédios, atraente orla com acolhedores  quiosques, ciclovia, um excelente calçadão e um mar transparente e exuberante.Mas não era esta a realidade daquela época: a praia era selvagem e quase deserta, os quiosques eram
Fonte  historiadabarra/Wordpress

  em número reduzido, cobertos por sapé, não se sonhava com ciclovias e muito menos calçadão.

E nossa amiguinha, junto com os irmãos e os filhos, adorava sair de bicicleta explorando a região.E, aos domingos passear no Pontal, onde um grande restaurante debruçado sobre o mar os esperava.
 
Era o point da época e o camarão servido lá era incomparável, indescritível, um verdadeiro prato dos deuses.

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E as duas, ela e a irmã, saiam todas as manhãs para comprar queijo em uma fazenda e respirarem o ar puro, perto das vacas, dos bezerrinhos e dos cabritos...uma fazenda em pleno Recreio dos Bandeirantes, de um senhor chamado Pascoal, um idealista e romântico personagem, um Dom Quixote, sem Sancho Pança e sem Dulcinéia...sem moinhos também, tendo o progresso como o seu único inimigo, contra quem sua espada  não conseguiria êxito...
Visitavam também  as regiões vizinhas, Pedra de Guaratiba, Barra de Guaratiba e Grumari, pequenos bairros de uma enorme poesia e beleza. Atualmente a região é famosa até no exterior, mas na época eram pequeninas aldeias de pescadores

 Notícias de Guaratiba  Fonte:Portal de Guaratiba
 
Site Holandês fala de Guaratiba.
Medium4You - mídia Holandesa destaca reportagem sobre Guaratiba.
Pedra de Guaratiba   é uma "aldeia" de pescadores ao sul do Rio de Janeiro que começa a despontar como uma alternativa de estância de férias. Situada na Baía de Sepetiba com água do mar sem ondas e um local tranqüilo, nos últimos anos surgiu como verdadeiro centro gastronômico onde muitos restaurantes servem os mais deliciosos peixes e mariscos frescos. Vários desses restaurantes estão localizados principalmente em Guaratiba, na estrada que vai ao Recreio passando por serras e pela praia virgem do Grumari. Barra de Guaratiba é uma pequena comunidade com uma praia popular (que é visitada principalmente por brasileiros).

De resto, Pedra de Guaratiba é perturbada apenas pelo mercado que anima a noite de sexta-feira, sábado e domingo na praça da "aldeia". A 'Estrada da Capoeira Grande' oferece uma grande quantidade de verde de ambos os lados, então nós podemos ir certeiros na direção de Barra de Guaratiba através das belas montanhas da Mata Atlântica. No caminho, existem muitos restaurantes de peixe. Dos restaurantes mais altos vê-se os manguezais e o impressionante branco de areia no domínio militar. Igualmente belo pôr-do-sol sobre o cais de madeira de Pedra de Guaratiba, um desafio para os fotógrafos. Perto da área protegida temos a Praia da Brisa. Além disso, é bom caminhar junto ao mar numa faixa de areia fina branca, olhando para o bombeamento de água pelos moinhos dos quiosques onde as pessoas podem relaxar e desfrutar de uma bebida. Ainda são poucos os hotéis e pousadas na região (apenas na Barra de Guaratiba). A subida dos preços imobiliários na área é um sinal claro de que isto não será por muito tempo.
O portal traduziu a reportagem como aparece no site Holandês, abaixo colocamos o link para o Site.

Pedra de Guaratiba
No caminho para Barra de Guaratiba vislumbramos os belos manguezais e o acesso a uma zona militar fechada com praias de cor branca como a neve onde o público não tem acesso. Pedra de Guaratiba não tem praias, devido à falta de mar com ondas. Há um belo cais de madeira onde é bom andar e apreciar os muitos pequenos barcos de pesca onde garças brancas e outros parentes buscam alguns peixes. A "aldeia" tem crescido nas últimas décadas como Centro de artistas com vários workshops, e um lugar onde ecologia, lazer e turismo andam de mãos dadas. Uma atração é a 'Capela da Nossa Senhora do Desterro' (foto), datados de 1626 e uma das mais antigas igrejas do Estado do Rio de Janeiro.

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E assim corriam os dias,sob o manto diáfano da fantasia e sob o prisma de duas românticas inveteradas que em tudo viam lirismo, encantos e sonhos...viviam uma utopia? Creio que não, eram jovens e idealistas, em uma simples casinha de madeira vislumbravam um castelo, em uma praia deserta o próprio Paraíso e em uma estrada rodeada de mato, uma Via Láctea.
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A volta para casa era uma aventura...passavam pela Reserva, extensa praia fechada por cercas de arame farpado...raros veículos cruzavam por eles e de uma feita o carro do pai esquentou e se negou a prosseguir...o pai ficou preocupado, pois a noite se aproximava e temia ficar neste local tão deserto com filhos e netos...e a esposa, lógico.
Após uma longa espera, surgiu um carro, um imponente Oldsmobile, conduzido por um motorista devidamente paramentado e com uma única passageira, uma elegante senhora finamente trajada. Gentilmente o motorista parou o carro e se prontificou a levar as meninas e as crianças...o irmão, a mãe e o pai ficariam à espera do socorro, o guincho do Touring Club do Brasil, o qual seria acionado pelo prestimoso motorista.Chegaram em casa sãs e salvas, graças à gentileza daquela senhora que, morando em Ipanema, concordou que o "James" levasse as novas amiguinhas até o Catete...eram outros tempos, de uma generosidade e solidariedade que dificilmente se vê atualmente.

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Eu vou, mas na próxima semana estarei de volta.
                                    Bjssssssssssssssss

segunda-feira, novembro 12, 2012

MEMÓRIAS DE UMA SENHORINHA __ OUTROS RUMOS


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E, novamente, a vida retomou o seu ritmo normal...brincadeiras com os filhos, final de semana com os amigos e a casa cheia de sons...o violão da amiga Drinha, as melodias sentimentais,do samba canção ao bolero, as comidinhas improvisadas pelo amigo Zé Schettini e pela Hélvia, a amiga Ângela (a mesma que a ensinou a dançar o rock e o twist) e o noivo Paulo do Vale, o Walter (Telo),sua noiva Emirene, a Hulda e o Elito, namorados na época, o cunhado Brandãozinho e sua esposa Marlene...estes os mais frequentes. Em alguns outros sábados havia outras pessoas, mas os habituais eram estes.
Foram vários os fatos interessantes ocorridos nestes finais de semana, regados a Cuba Libre ( a bebida da época, rum com coca cola)

Receita de Cuba Libre


Ingredientes:

1 limão
2 doses de rum leve
Coca-Cola ou Pepsi Cola

Modo de preparar:
Esprema o limão num copo e deixe cair as metades da fruta. Soque-as e junte cubos de gelo. Adicione o rum e complete com a Coca-Cola ou Pepsi. Mexa bem e sirva.

Era uma delícia e para quem nunca havia bebido nada( só a cerveja preta da época da amamentação e o vinho "batizado com água" da infância e puro nas comemorações familiares) era um senhor drink.
E as comidinhas? Na maioria das vezes era um peixe feito pelo Zé Schettini e pescado por ele, Paulo do Vale e Drinha (Marília Chiarelli) Eles mesmos limpavam os peixes e depois, Hélvia e o Zé o preparavam...uma delícia!
Algumas vezes eram preparados franguinhos, apanhados ( surrupiados) no galinheiro do sogro ...ás vezes se reuniam na casa do irmão do Walter, o Norton...este era casado com a irmã do Paulo, a Virinha...e, em uma destas vezes, o nosso querido cozinheiro, acompanhado do irmão da dona da casa, assaltou o galinheiro da  casa, amordaçando a galinha para que não gritasse enquanto os demais distraiam os donos da casa...após preparem a "penosa",vieram servi-la e os queridos amigos adoraram a surpresa...só ficaram sabendo que era do próprio galinheiro, quando só havia ossos para relembrá-la.
De outra feita, na fazenda, resolveram dançar o cancan e animadamente se puseram a ensaiar...só que a amiga Ângela levantou a perna esquerda e ela, a nossa senhorinha, a direita...foi uma "rasteira" bem dada, ela caiu e a amiga também, sobre ela, aliás, sobre o seu braço. Imaginem a dor e o choro de uma pessoa com o braço quebrado e as outras pessoas a falarem que era "apenas" um destroncado...seu pobre braço foi puxado para chegar no lugar inúmeras vezes e de manhã, após uma terrível noite, resolveram levá-la ao farmacêutico (não havia hospital na cidade e muito menos médico), o qual decidiu que deveria colocar o braço "no lugar"...após novos puxões, um braço já inchado e uma pessoa protestando veementemente, resolveram que o melhor seria levá-la para Muriaé. Em resumo, demoraram uma hora para decidir e duas de viagem...após três horas, o braço, que não parara de doer, já estava muito inchado e foi dificílimo engessar. Resultado, um braço que nunca mais foi o mesmo. Mas ela, a senhorinha, já recuperada e sem dor, nem se incomodou com isto...
 Belos tempos aqueles...

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 E o pai resolveu fazer-lhe uma surpresa...um jeep, amarelinho, antigo, 1951, lindo...a charrete seria aposentada e ela passaria a ir  de carro para as aulas... foi um sucesso aquele novo meio de transporte...nunca mais as birras de seu "Paraíso", nunca mais a ladainha de esperar encontrarem o seu paradeiro quando desaparecia na imensidão dos pastos.
E o irmão seria o seu professor...mais uma aventura para ela, que já havia dirigido o carro do pai algumas vezes.Só havia um pequeno problema, o querido Bel Air era hidramático e o jeep não...outro problema, a falta de paciência do irmão. Ela chegou a dirigir algumas vezes, mas detestava ter que passar as marchas e o marido por medo de que lhe acontecesse algum acidente, passou a levá-la todos os dias. Adeus, independência!

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Os pais compraram um terreno no Recreio dos Bandeirantes e nas férias outras atividades os aguardavam:aos sábados acompanhar a mãe em uma grande empreitada, indo até Vargem Grande, que na época era povoada por fazendas e buscar terra e esterco para que ela plantasse mudas e mais mudas de árvores frutíferas, pois o seu sonho era transformar aquele espaço em um grande pomar. E mudas de mangueiras, abacateiros, laranjeiras, limoeiros e cajueiros foram plantados, dando início a uma fase de regas e limpeza do terreno que um dia seria farto destas frutas.
Uma casa pré fabricada foi montada, tendo apenas a cozinha e o banheiro em alvenaria. Uma bomba acionada manualmente, trazia a água necessária ao consumo diário...para se tomar banho era necessário várias bombadas para encher a caixa...mas tudo se transformava em uma grande aventura para todos,
O Recreio dos Bandeirantes fica na zona Oeste do Rio de Janeiro e hoje é uma região badalada e super povoada. Na época, entretanto, poucas casas havia por lá, as ruas não eram asfaltadas e onde hoje há praças e shoppings havia um imenso areal, onde as crianças brincavam de escorregar.


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Recreio dos Bandeirantes


Vista da Prainha.
Um dos principais distritos da região da Barra, o Recreio situa-se entre o mar, a Barra da Tijuca, Vargem Grande / Vargem Pequena, e Grumari. Possui a segunda maior população da região e também várias opções comerciais, como o Recreio Shopping. Apresenta menor nível de verticalização que o bairro da Barra da Tijuca, e, movido pela proposta de ser um bairro ecológico e de elevada qualidade de vida, abriga em seu bastante arborizado interior o Parque Ecológico Chico Mendes, o Parque Marapendi, fora outras reservas, sendo também muito bem servido por praças arborizadas e inúmeras ciclovias.

Educação e ciência

A região conta com diversos estabelecimentos de ensino fundamental, unidades pré-escolares, escolas de nível médio e algumas instituições de nível superior.
Dentre instituições de ensino superior instaladas na região observam-se o IBMEC, a Pontifícia Universidade Católica (com cursos de extensão universitária), a FGV (cursos de MBA), a Universidade Gama Filho, a Universidade Estácio de Sá, a Unigranrio, dentre outros.

Cultura, lazer e qualidade de vida


Fachada do New York City Center
Dentre as opções de cultura e lazer da região estão grandes shopping centers, salas de cinema multiplex, complexos esportivos, teatros, parques, trilhas naturais e as praias da região.

Hoje é esta a realidade do Recreio dos Bandeirantes ,mas na época, lá nada havia, apenas uma praia quase deserta e uma enorme vastidão de areia, até a nossa casa. Passávamos pela estrada do Joá, com suas perigosas curvas e era uma verdadeira viagem, com nosso carro carregado de panelas, pratos e talheres. A iluminação era à gás, com lampiões em todas as portas e dentro dos cômodos. Tínhamos que levar todos os gêneros alimentícios, pois lá só havia uma pequena "Tendinha", com pouquíssimos recursos.

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 Por hoje é só, amigos...voltarei na próxima semana, com a senhorinha no Recreio dos Bandeirantes.
                            Bjssssssssssss,

 
 
 

terça-feira, novembro 06, 2012

MEMÓRIAS DE UMA SENHORINHA / NOVA VIDA , VIDA NOVA












movimento e crescimento. Quando um turbilhão de mudanças e inconstâncias nos cercam, precisamos recorrer ao olho interno da calma e estabilidade. Isto gera força interior para lidar com as novas e diferentes situações que surgem de repente. Ancorados nas eternas e imutáveis verdades da espiritualidade podemos abraçar as mudanças ao invés de resistir a elas. Esse processo oferece um sinal dos tempos e um chamado para despertar. Revela que o caminho da virtude é o caminho da transformação e fortalecimento pessoal.”
Brahma Kumaris

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E novamente a nossa senhorinha deve se adaptar às mudanças e se tornar forte para uma invasão de fraldas, mamadeiras, papinhas e a alegria sempre renovada de um bebê a brincar, a solicitar, a absorver todos os seus momentos...

E Antônio Augusto crescia, forte, alegre e sorridente. Falou muito cedo e falava muito...quando lhe perguntavam o nome dizia Tom Dudu...e, com medo que ficasse com este apelido, passaram a chamá-lo de Dudu,nome pelo qual é conhecido até hoje.
Adorava ver as galinhas e atirar milho para elas...passava as manhãs no terreiro da fazenda e brincava muito com os irmãos e com os netos do Otávio (aquele empregado que ligava o gerador).Os irmãos chegavam da escola e corriam para ele...era a alegria da casa.

E chegou o dia em que nossa amiguinha teve que voltar a dar aulas...levava o carrinho e o colocava ao seu lado enquanto dava suas aulas. E ele nunca perturbou o seu trabalho.Adorava ouvir as crianças cantando e na hora das histórias prestava atenção e acabava dormindo.

Quando chovia, deixava que ficasse em casa... em uma destas vezes, quando retornou da escola o encontrou já dormindo e com a boquinha suja de comida...mosquitos o rodeavam e isto foi o bastante para nossa intempestiva senhorinha ter uma crise nervosa e tomar uma resolução:tiraria licença sem vencimento e cuidaria dele em tempo integral. Sentiria muita falta dos alunos e de sua vida profissional, mas não via outra saída...e de novo uma mudança em sua vida, uma transformação em seus hábitos...e novamente entra em cena a Noviça Rebelde e suas canções.
E o que acontecia no mundo enquanto ela brincava de subir cantando os pastos e se deliciava com as brincadeiras com os filhos?

2 de outubro - Confronto entre estudantes da Universidade Mackenzie e da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da USP, em São Paulo, mata o estudante José Guimarães
10 de outubro - A Assembléia Nacional da França realiza reformas no sistema educacional do país
12 de outubro - Cerca de 1.200 estudantes são presos em Ibiúna (São Paulo), quando realizavam clandestinamente o 30º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes)
5 de novembro - O republicano Richard Nixon (1969-1974) é eleito presidente dos EUA
21 de novembro - O presidente Costa e Silva aprova a lei de censura de obras de teatro e cinema. É criado também o Conselho Superior de Censura
22 de novembro - Chega às lojas, nos EUA, o "Álbum Branco" dos Beatles.
13 de dezembro - Entra em vigor o AI-5 (Ato Institucional nº 5), que suprime as liberdades democráticas no Brasil. Com o AI-5, o Congresso Nacional é colocado em recesso.

Considerações Finais
A partir desse breve resumo sobre 1968 é possível imaginar por que 1968 foi tão marcante em nossa História, contudo, por que 1968?
Zuenir Ventura, autor da obra “1968: o Ano Que Não Terminou”, afirmou, em entrevista à Revista Época que:



Foi um ano muito especial. Um momento de uma sintonia mágica, misteriosa. [...] Achava que se podia mudar tudo através da ruptura, da revolução. A ironia da história é que eles [os jovens] não fizeram a revolução política, mas acabaram fazendo a revolução cultural”

1968 termina e os acontecimentos se intensificam em 1969
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1969 – O ano em que tudo aconteceu

Definitivamente o ano de 1969 foi um ano que entrou para a história do Brasil e do mundo, era um ano no qual a guerra fria ainda imperava e que um dos seus principais símbolos estava no auge, à guerra do Vietnã; a sociedade norte-americana ainda vivia um intenso período de conflitos raciais enquanto assistia ao crescimento de um forte movimento de contracultura, os hippies, que encontrou seu momento máximo ao final dos ano 60 nos EUA e começou a se espalhar pelo mundo ao longo dos anos 70. Enquanto isso o Brasil que vivia entre a Jovem Guarda e o Tropicalismo entrava em seu mais sombrio capítulo da história que ficou conhecido como “os anos de chumbo” o período mais repressivo da ditadura militar que teve início com o AI-5 em dezembro de 1968.
E foi nesse período conturbado que aconteceram vários eventos que acabaram entrando para história e que de alguma forma se repercutem até os dias de hoje. Perceber isso não é difícil basta ligarmos o rádio, acessarmos uma página na internet ou vermos a TV que nos damos conta que alguma coisa esta comemorando 40 anos, são 40 anos do homem na lua, 40 anos de Woodstock, do funk (o funk de verdade não aquela coisa carioca que é bem mais recente), etc. Pensando nisso eu resolvi pesquisar um pouco e encontrei vários acontecimentos datados de 1969, existe inclusive um filme chamado “1969 O ano que mudou as nossas vidas” estrelado pela Winona Rider, Kiefer Sutherland, Robert Downey Jr, entre outros.
Homem na Lua
Armstrong
Acho que não existe nada mais icônico que aconteceu em 69 que a chegada do homem a Lua. Embora tenha sido uma conquista (contestada por uma galerinha) que foi resultado da guerra fria, produto da corrida espacial, etc, etc, etc foi bem como Neil Armstrong disse “Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”. Acima de toda aquela bobagem de supremacia entre as nações havia as pessoas que estavam comprometidas com aquele projeto e quebrar uma barreira tão grande como chegar à lua mostrou ao mundo todo que o impossível só era impossível se não fosse tentado (acho que isso é uma frase de matrix). Um exemplo bobo, vocês podem até não saber, mas o dia do amigo foi criado inspirado na viagem do homem à lua.
Festival de Woodstock
WoodstockAcho que nunca a expressão “sexo, drogas e rock n’ roll” teve tanto sentido como nos 3 dias do Woodstock. Um dos maiores eventos populares da história da música, contou com 32 dos principais nomes da música da época e embora tenha sido projetado (se é que se pode dizer que foi projetado) para reunir no máximo 20000 pessoas o evento acabou reunindo mais de 500000 e isso em 1969 era gente pra caramba (mesmo hoje ainda é). Recentemente foi lançado um novo Box comemorativo com algumas apresentações inéditas do Woodstock, bem como um filme que conta a história do Elliot Tiber um decorador de interiores que foi determinante para a realização do festival. Pra mim a imagem marcante do festival foi o Joe Cocker cantanto a música dos Beatles “A Little Help From My Friends” que aqui durante os anos 90 ficou conhecida como a música de abertura do seriado Anos Incriveis.
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E um poema a encantava na época:
Carlos Drummond de Andrade

(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
(Resíduo)

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Uma música embalava seus momentos:


Um filme a impressionou:

A noite dos desesperados:

  • Sinopse
    Em 1929, em plena depressão americana, uma desumana maratona de dança premiava o casal que resistisse por mais tempo na pista, mesmo que isso representasse a morte para o vencedor. Baseado em romance de Horace McCoy. Oscars de melhor ator coadjuvante, para Gig Young, e melhor roteiro.



  • Outro a comoveu:

    Brookfield School, 1924. Arthur "Chips" Chipping (Peter O'Toole) é o dedicado e severo professor de latim de uma tradicional escola inglesa. Eles se casa com uma jovem atriz de musicais, Katherine Bridges (Petula Clark), que deixa o palco para ser apenas sua esposa e acaba conquistando os alunos com sua alegria e espontaneidade. Ela também transforma o marido, que vai deixando de ser tão intrasigente e passa a ser admirado por seus alunos.


    E assim se passam os dias, as semanas, os meses...
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    E chega o dia do batismo do Antônio Augusto...na bela Matriz de Muriaé.
    Matriz de São Paulo/ Muriaé

    E com esta bela imagem eu me despeço...por hoje.
    Na próxima semana aqui estaremos.

          Bjsssssssssssss



    Memórias de uma senhorinha Imagem da Net "Sempre tive pés falhos. Pés que falharam na vontade de prosseguir. Na ânsia de dei...

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