SONHOS E ENCANTOS

SONHOS E ENCANTOS

quinta-feira, setembro 22, 2011

CONVITE AOS AMIGOS

13 DE OUTUBRO - COMEMORAÇÃO DA ÚLTIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA -
NA ÚNICA RÉPLICA NO MUNDO DA CAPELA DAS APARIÇÕES – RJ

Nossa Senhora de Fátima, principal devoção Mariana em Portugal, apareceu a três Pastorinhos nos dias 13 dos meses de maio a outubro e no local das Aparições construiu-se um dos santuários mais visitados no mundo: a Capela das Aparições.
Em maio de 2011, a Associação Arquidiocesana Tarde com Maria, fundada há 25 anos, inaugurou na cidade do Rio de Janeiro a única réplica no mundo da Capela das Aparições, localizada no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na presença de mais de seis mil fiéis católicos. Desde a inauguração, fiéis de vários municípios e bairros do Rio de Janeiro têm comparecido em caravanas às celebrações e eventos do santuário. E esperamos que fiéis de todo o Brasil possam vir conhecer essa extensão do solo sagrado de Portugal, uma maneira de estar mais próximo de Nossa Mãe.
E no próximo dia 13 de outubro o novo Santuário carioca, já totalmente pronto, abrirá as portas para a comemoração da última aparição de Nossa Senhora, com previsão de um público maior que o da inauguração. A Santa Missa será celebrada pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, na presença do Bispo de Coimbra e ex- Reitor do Santuário Português, Dom Virgilio Antunes.
DIA: 13 de Outubro
HORÁRIO: 10h
LOCAL: AV. ALFREDO BALTAZAR DA SILVEIRA, 900 – RECREIO/ RJ
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domingo, setembro 18, 2011

JESSÉ - PAZ DO MEU AMOR / MENINO PASSARINHO

Hoje acordei dentro de meu sonho de menina:um quarto em um sotão de onde pudesse ter a visão do horizonte,montanhas azuis recortadas ao longe e um espaço para sonhar os meus sonhos,viver minhas lembranças,ouvir o chamado de
um tempo,não melhor,mas de uma intensidade diferente.
      Hoje vislumbro,nesta fresta aberta pelo sonho,uma menina/adolescente sonhadora e romântica,ingênua e feliz,apaixonada pela vida e pela natureza,pelos dias ensolarados e pelas tardes amenas,pelos sons externos e internos,que a conduziam em um galope desenfreado,da mais completa alegria ao mais profundo ensimesmamento(citando Luna),mas sentindo sempre que "é melhor ser alegre que ser triste,alegria é a melhor coisa que existe.....".
    Voltando ao sotão,razão de toda esta divagação,digressão,meditação,mudei-me para ele e estou,assim, em estado de graça(só não digo que já posso morrer porque tenho muito amor à vida e minha avó me ensinou que os Anjos dizem Amém sempre e se deve ter cuidado com o que se diz),em uma alegre paz e,ouvindo todos os passarinhos verdes e de todas as outras cores ,maritacas desnorteadas,canários cantantes,sabiás laranjeira,azulões e vários outros,nesta manhã,tão bonita manhã de primavera,no outono de minha existência.
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E me vem à memoria uma melodia,perfeitamente condizente com este meu espírito de moradora de um sotão:MENINO PASSARINHO - PAZ DO MEU AMOR,de Luiz Vieira e na voz INESQUECÍVEL de JESSÉ.Es pero que gostem e me digam das suas lembranças ao escutá-la.

sábado, setembro 17, 2011

Ana Botafogo

HOMENAGEM A UMA GRANDE BAILARINA

Ana Botafogo nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 9 de julho do ano de 1957.Grande bailarina,  é considerada como o principal nome da dança clássica brasileira.Grande personalidade da dança clássica,  uma mulher responsável e dedicada ao seu trabalho, pois ama sua profissão, e se empenha ao máximo para chegar a perfeição. Uma grande bailarina, admirada não só pelo público brasileiro, mas também por outros povos. É considerada tanto pelo público como pela crítica, uma das mais importantes bailarinas do país por sua técnica, versatilidade e arte. É uma grande personalidade da dança e contribue muito para a cultura do país.

A Carreira

Ana Botafogo sempre demonstrou ter talento para a dança. Com apenas sete anos de idade, começou a fazer iniciação musical e a dançar com a bailarina Luciana Bogdanish no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Aos onze anos de idade, já dançava no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro nas apresentações de final de ano da academia que frequentava.

Biografia

Ana Botafogo se mudou para a França e foi lá que deu início à sua carreira como bailarina. Participou de vários festivais por toda a Europa. Após um período vivendo em Londres, retorna ao Brasil e participa de um concurso em que foi eleita a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, uma grande conquista. Ana Botafogo mesmo sendo bailarina do Teatro Municipal, não recusou convites importantes para dançar fora do país, e muitas vezes, já foi convidada por companhias para se apresentar no exterior, companhias importantes como: o Ballet Nacional de Cuba, a Saddler’s Wells Royal Ballet, de Londres, o Ballet Nacional da Venezuela e o Ballet del’Opera di Roma entre outras. Alguns de seus principais partners foram: Fernando Bujones, Jean Yves Lormeau, Júlio Bocca, Stephen Jefferies, Lazaro Carrenõ, Alexander Godunov e Richard Cragun. No ano de 2006,  recebeu o convite de Manuel Carlos para atuar na novela “Páginas da Vida” da Rede Globo. Ana aceitou o convite e viveu a personagem Eliza, uma ex-bailarina.

Ana Botafogo
Uma Grande Personalidade

Ana Botafogo já recebeu muitos prêmios e homenagens não só no Brasil, mas também no exterior, pelo conjunto de sua obra. Além das temporadas do Teatro Municipal, ela também desenvolve os seus próprios projetos, conduzindo espetáculos a várias cidades do país, como o “Ana Botafogo In Concert” e “Três Momentos de Amor”. Ana tem uma carreira brilhante como bailarina e é reconhecida pelo seu grandioso trabalho e pelo seu talento para a dança. É uma grande personalidade da dança clássica brasileira.

Por: Érica Ap. Gomes

quinta-feira, setembro 15, 2011

Cenas de infância no interior --- Elias Fajardo


    SER  TÃO  MENINO

  ELIAS FAJARDO


Romance de formação de Elias Fajardo explora a Zona da Mata mineira

(Ronize Aline – O Globo, caderno Prosa & Verso, 10 de setembro de 2011)

Não importa em que lugar, em que língua, se sob o frenético cotidiano de um centro urbano ou na aridez de um sertão distante: a passagem da meninice para a adolescência é sempre cumprida na ânsia de deixar definitivamente para trás os resquícios da infância. E é dessa urgência universal que se tem ocupado o romance de formação, gênero que se dispõe a tentar captar esse momento de fugidia compreensão e traduzi-lo em palavras. O romance de formação (ou Buldungsroman, em alemão) retrata de que forma fatos e acontecimentos externos agem sobre o protagonista, e seus efeitos sobre a gradativa formação interior do mesmo.

À aridez da realidade, contrapõe-se a imaginação






“Ser tão menino”, de Elias Fajardo – que será lançado na próxima quinta-feira, dia 15, a partir de 19h30m, na Moviola (Rua das Laranjeiras 280/Loja B) – , situa-se nessa tradição ao lançar um olhar carinhoso (mas nem por isso condescendente) sobre o menino, assim mesmo, sem nome, que vive na pequena Tebas, situada na Zona da Mata mineira, mas que poderia estar em qualquer lugar do mundo. Para virar moço é preciso, antes, enfrentar não só o “sertão proibido das Gerais”, como também aquele sertão íntimo onde os desejos secam antes mesmo de virarem lembrança. Mas à aridez da realidade nosso personagem contrapõe uma imaginação farta, e constrói memórias que correm soltas em busca de uma mocidade que acredita reservar-lhe grandes promessas. Dos passeios de charrete e jogos infantis, ele parte em busca de sensações desconhecidas, com o primeiro gozo, e experiências que o joguem de vez na mocidade.

Fajardo impinge à escrita a mesma urgência do menino, poupando o texto de supérfluos e fazendo-o jorrar num fluxo constante pontuado por metáforas e figuras de linguagem. O narrador se permite viver a imaginação do menino e contá-la como se história fosse e, assim, transformá-la em memória tal e qual os fatos vividos naquela terra de chão firme. Vez por outra, uma voz invade a narrativa, lembrando os coros gregos, chama a atenção e descortina o não-dito pela boca do narrador. Essa voz parece querer nos lembrar que são de outra gente, outros tempos, as recordações, que não nos pertencem. Como já não pertencem ao narrador, que tenta manter seu “eu”, como se já tivesse ele mesmo feito menino. “Cansei do personagem eu, mas se todos os que surgem nestas páginas somos eu, onde é que vou amarrar minha égua?”

O pintor se imiscui nas artes do escritor, que desde 1980 expõe aquarelas e pinturas, fazendo de cada parágrafo uma imagem a ser vislumbrada. “Mudas testemunhas de gestos ensaiados, as lentas lembranças do velho barbeiro tentam reter fugidias melodias; a falta de atenção do moço de ouvidos moucos quebra os acordes como uma marreta tritura a pedra fina.” Ou “os postes também galopam para não perder o baile da eletricidade, mas quem corre é o nosso herói, seguro na boleia do caminhão”.

Ao largo dos personagens principais vão desfilando outros personagens, que podem aparecer uma única vez mas, nem por isso, são menos importantes para entender o turbilhão que vai no peito do menino. É, principalmente, pelo olhar dos outros, habitantes daquela mesma terra e companheiros nas mesmas desventuras, que conseguimos defini-lo. E o autor dedica igual atenção e esmero a todos, seja a “cigana que se chega pro pai dizendo coisas, tocando pandeiro, cantando”, sejam as “mangas (que) amadurecem, pensativas, antes de desabar no chão”. Ou, ainda, a “casa que espia por quatro janelas dos lados e três na frente e sorri, tímida, através da pequena varanda, aliás chamada alpendre”.

Em alguns raros momentos o uso de ditados e clichês arraigados na tradição ameaça romper o tênue limite do excessivo. Mas rapidamente a sensação incômoda dá lugar ao jogo cadenciado das palavras, que Fajardo dispõe com maestria, voltando a imprimir seu ritmo singular à narrativa.

Em determinado momento, ele escreve: “As palavras são aves que fugiram de seus ninhos e vieram pousar aqui, nestas páginas que agora você está tentando ler. Cuidado: se fechar o livro de repente, elas levantam vôo e pode-se ouvir nitidamente seu rufar de asas”. É exatamente essa a sensação: o autor mantém as palavras cativas de sua narrativa e, no entanto, são palavras ariscas, fugidias, prontas para alçarem vôo e seguirem o vento rumo a outras histórias de outros meninos-moços. Portanto, é preciso apreciá-las antes que se dispersem

segunda-feira, setembro 12, 2011

BOLA DE CARNE DA DONA ZENA


Ingredientes

  • 100 g de tomate picado
  • 50 g de cebola picada
  • 50 g de pimentão verde picado
  • 50 g de cheiro verde picado
  • 3 colheres (sopa) de vinagre
  • 1 colher (sopa) de alho amassado
  • 3 colheres (sopa) de molho shoyo
  • 1 colher (sobremesa) de colorau
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 kg de carne moída

Modo de preparo

Numa tigela, coloque 100 g de tomate picado, 50 g de cebola picada, 50 g de pimentão verde picado, 50 g de cheiro verde picado, 3 colheres (sopa) de vinagre, 1 colher (sopa) de alho amassado, 3 colheres (sopa) de molho shoyo, 1 colher (sobremesa) de colorau, 1 kg de carne moída, sal e pimenta do reino a gosto. Misture bem com as mãos.
Pegue pequenas porções da mistura de carne e faça bolas (com mais ou menos 120 g cada). Frite as bolas de carne numa frigideira com azeite, em fogo médio, até ficarem douradas. Retire e sirva em seguida.


A receita original,como podem ver,é frita.Como não aprecio frituras,fiz assadas,por 1 hora, em forno aquecido a 180 graus.Fica uma delícia!!!

sábado, setembro 10, 2011

AOS MEUS AMIGOS



Belas  imagens  para  desejar  a  vocês  um  lindo  fim  de  semana, abençoado  por  Deus ,repleto  de  alegrias  e  muita  luz.


quinta-feira, setembro 08, 2011

SONHOS E ENCANTOS: Desconheço a autoria deste maravilhoso texto. ...

SONHOS E ENCANTOS: Desconheço a autoria deste maravilhoso texto.

...
: Desconheço a autoria deste maravilhoso texto. Quase todos os seres humanos possuem uma característica típica da esquizofrenia: faze...

A ÁRVORE DA VIDA --- Terrence Malick


Brad Pitt em "A Árvore da Vida": pai rígido e ceticismo

Em "A Árvore da Vida", ganhador da Palma de Ouro em Cannes e apenas seu quinto filme em quase quatro décadas de carreira, Malick abraçou a dicotomia de vez, por seu viés mais prosaico e, talvez por isso, mais importante. Gestado há décadas e editado ao longo de quatro anos (inclusive pelo brasileiro Daniel Rezende), o longa-metragem discute as virtudes da força divina versus a natureza terrena, contando no meio do caminho a origem do universo. Ambição não falta.
O pilar da narrativa é Jack (Sean Penn, em participação breve), um arquiteto do mundo atual que embarca numa viagem rumo à sua infância no Texas da década de 1950. A alegria e a liberdade das brincadeiras ao lado dos irmãos menores, amparadas pelo amor incondicional da mãe (Jessica Chastain), cristã, são contrastadas pela rigidez do pai (Brad Pitt), cético, que não admite desrespeito e controla a família com mão de ferro. Também perdida no passado está a morte de um irmão no exército, aos 19 anos, comunicada por um telegrama.


Jessica Chastain: mãe é símbolo do amor

A trama serve de pretexto para uma reflexão filosófica e teológica muito maior, que não respeita linearidade – essas poucas linhas anteriores estão embaralhadas ao longo das quase duas horas e meia de projeção e concentradas no miolo, quando a história mais se aproxima do tradicional. Malick se libertou do roteiro em busca de um cinema livre, liberto de amarras e das convenções de Hollywood.


Preenchem o vai e vem reflexões e indagamentos dos personagens, sempre em off. São diálogos com Deus, de dúvidas infantis ("onde você mora?"), passando pela moral ("por que eu deveria ser bom, se você não é?") até a pura revolta ("Ele envia moscas às feridas que deveria curar"). A discussão é emoldurada por insistentes planos em contraluz, como que para atestar que aquela luz brilhando ao fundo comprova a presença divina.
A busca por Deus também está por trás da overdose de imagens belíssimas. A perfeição da natureza, na visão de Malick, assegura a existência de um poder maior. Ele vive numa revoada de pássaros no céu, num beijo de boa noite, num banho de mangueira no jardim, numa borboleta pousando na mão. O deslumbramento dá lugar à desconfiança nos clichês de uma cachoeira, uma vela, uma árvore mexendo com o vento, tal qual a dança da sacola plástica em "Beleza Americana". A sensação de exagero e o cansaço são inevitáveis.
Isso não impede que "Árvore da Vida" seja sério concorrente a filme mais bonito da história. A câmera do diretor de fotografia mexicano Emmanuel Lubezki (que já havia trabalhado com o cineasta em "O Novo Mundo", de 2005) desliza por salas amplas de luz perfeita, na grama, na floresta ou debaixo d'água. O ápice é a mãe flutuando no ar no lusco-fusco, num raro momento de realismo fantástico, e a casa inundada que serve de metáfora para a rotina dentro do útero.


Digna de um programa excelente da National Geographic, a sequência da evolução da vida ficou nas mãos do veterano supervisor de efeitos especiais Douglas Trumbull, que estreou no ramo com "2001 - Uma Odisséia no Espaço" (68) e havia se despedido com nada menos que "Blade Runner" (82). Ele deu um tempo na aposentadoria para ajudar Malick a mostrar o Big Bang, o movimento no espaço sideral, águas-vivas, uma divisão celular vista por dentro, vulcões e o primeiro sinal de compaixão entre dinossauros, para depois seguir os  passos de um bebê.
Tudo parte de uma parábola. "A Árvore da Vida" é claramente uma profissão de fé de Terrence Malick, que adota um tom solene, regado a ópera e citações bíblicas, para questionar as opções que o homem tem diante de si: a graça ou a perdição. O discurso, porém, se alterna entre profundidade e ingenuidade, caminhando com perigo pelo terreno superficial da auto-ajuda.
Os senões são compensados por um retrato fidelíssimo da infância e de uma família verdadeira. Jessica Chastain e Brad Pitt são poderosos e os atores mirins, um documento do conflito entre inocência, prazer e do despertar do certo e errado nas crianças. Aí Malick encontra a verdade absoluta e emociona sem restrições.
A Palma de Ouro, questionada por muita gente, se justifica pela influência que o diretor adquiriu para as novas gerações – virou um farol de cinema autoral – e pela coragem em fazer uma obra sincera, que abrirá as comportas, dizem, para outras ainda menos convencionais. Uma coisa é certa: ninguém fica imune a "Árvore da Vida.

MARCO  TOMAZZONI


A mim ,parece um filme super envolvente...e vocês,amigos,o que acharam?

terça-feira, setembro 06, 2011

QUAL O MAIOR AMOR DO MUNDO? -- DANUZA LEÃO

Sempre gostei muito das crônicas de Danuza Leão,pessoa que fez parte de minha juventude,por ser irmã de Nara Leão,cantora que eu amava e que,precocemente,foi levada para o outro lado da vida,por um câncer,doença fatal naquela época.Acompanhei depois a trajetória da irmã,casada com Samuel Wainer e,que,mais tarde passou a escrever,tendo publicado livros e crônicas.Uma pequena biografia da escritora em questão:

Danuza Leão (Itaguaçu, 26 de julho de 1933) é uma jornalista e escritora brasileira. Irmã da cantora Nara Leão, foi casada com o jornalista Samuel Wainer, fundador do extinto jornal Última Hora.
É autora de livros como Na sala com Danuza, As aparências enganam e Quase Tudo. Atualmente é colunista do jornal Folha de São Paulo. Nos anos 1950 foi modelo profissional.
Em 1992 obteve um grande êxito editorial com Na Sala com Danuza. Em 2006 lançou sua autobiografia Quase Tudo.
É mãe da artista plástica Pinky Wainer, do falecido jornalista Samuel Wainer Filho e de Bruno Wainer, empresário do ramo de distribuição cinematográfica, e avó do ator Gabriel Wainer.[1]




Qual o maior amor do mundo? O de mãe, é claro. E é verdade. Só que as mães têm uma maneira muito peculiar de amar; acham que para as filhas serem felizes só precisam de duas coisas: proteção e segurança – econômica, claro. Elas conhecem a vida, já passaram por boas e péssimas e sabem que o amor e uma cabana são coisas de romance – nada a ver com a realidade. O pior é que os homens mais interessantes, aqueles que despertam paixões, são, na maioria, pobres. E evidentemente não trabalham, porque têm mais o que fazer. Como trabalhar se têm que ir à praia, fazer ginástica, saber como vão os campeonatos de futebol para poder à noite estar de cabeça fresca dizendo que passaram o dia pensando no momento em que iriam encontrá- la? Como perceber que ela emagreceu, que o vestido é novo se trabalharam o dia inteiro? Sinceramente: um homem sério, que passa a vida cuidando de cálculos, taxas de juros, vai notar que ela fez três mechas no cabelo? Mas é disso que mulher gosta, e é por esses que elas costumam se apaixonar.

As mães vão ser contra, sempre, por amor, é claro. E, quando aparecer um bom rapaz, de boa família, trabalhador, é a favor dele que vão ficar, por amor, é claro. Esse faz tudo direito: é gentil e lembra todas as datas. Já o outro faz com que a filha às vezes se desespere, mas basta um “vem cá meu bem” para ela esquecer tudo que ele aprontou, enquanto o outro dá a impressão de que nunca vai fazê-la sofrer. É disso que mãe gosta, com toda razão. Não adianta tentar explicar que não sente um pingo de emoção quando o vê e que preferiria morrer virgem, se virgem fosse, a dormir na mesma cama com ele. Que mãe que entende isso? Não dá para contar a uma mãe extremosa que, quando o outro chega e passa a mão na cintura dela, dá aquele aperto e diz, baixinho, “gostosa”, ela se arrepia toda. Que ela prefere esse momento a qualquer iate, a qualquer viagem, com direito a comer trufas brancas na Toscana como se fosse farofa. Ah, nenhuma mãe entende isso – porque as mães se esqueceram de quando eram jovens. Não que não tenham memória – têm, sim. Mas se lembram de que, quando preferiram o amor à tal da segurança, um dia o amor acabou; e quando preferiram a segurança ao amor se lembraram com saudades do outro, aquele. Elas só se esquecem de que experiência não se transmite e de que qualquer casamento com qualquer homem pode dar certo ou errado.

Mãe quer, entre outras coisas, um pouco de tranquilidade. Se a filha escolhe um bonitão irresponsável, sabe que vai sobrar para ela, que está cansada de passar noites em claro imaginando onde está a filha. Mãe ama os filhos, mas prefere vê-los ligados a pessoas sérias, com quem possam dividir a responsabilidade, e dormir as noites em paz. As filhas não sabem que mãe, além de amar, também precisa de um pouco de sossego.

Mas, quando essas filhas crescerem e tiverem os próprios filhos, vão pensar e agir exatamente da mesma maneira. Então, e só então, vão entender.

segunda-feira, setembro 05, 2011

* Além Do Arco-Íris * - Luiza Possi

CARPE DIEM ...TEMPUS FUGIT


Carpe diem... Tempus fugit
Rubem Alves é psicanalista, educador, professor, poeta, escritor, uma figura admiravelmente lúcida. Um grande pensador dos tempos atuais. No site dele, "A Casa de Rubem Alves" http://www.rubemalves.com.br/, que eu frequento já há alguns anos, existem vários "cômodos". Tem o jardim, o hall, a cozinha, o quarto de badulaques, o quarto de poesia... e tem o "tempus fugit" e o "carpe diem".

Você entra na Casa e vai passeando pelos cômodos, lendo os muitos artigos publicados, as crônicas, os pensamentos, as ideias desse educador tão preocupado com a Educação atual. E tão lúcido no que se refere às soluções e mudanças que deveriam ser feitas no processo educacional. Diz ele: "Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros. A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar. Por não saber pensar tomamos as decisões políticas que não deveríamos tomar."

É uma viagem maravilhosa, vale à pena. Veja um trecho do que ele diz na apresentação do cômodo "cozinha":
"Qual é o lugar mais importante da sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para início de uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma. Nas Minas Gerais onde nasci o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumado era a sala de visitas, com bibelôs, retratos ovais nas paredes, espelhos e tapetes no chão. Na sala de visitas as crianças se comportavam bem, era só sorrisos e todos usavam máscaras. Na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria."

Lindo, não? Poesia pura. Lembra a cozinha da casa da mãe da gente...


Tem um "cômodo" chamado "Proseando"... "A prosa não quer chegar a nenhum lugar. A prosa encontra sua felicidade em prosear. Como andar de barco a vela em que o bom não é chegar mas o 'estar indo'. 'A coisa não está nem na partida nem na chegada, mas na travessia', Guimarães Rosa. Prosear é brincar com as palavras."

Tem dois "cômodos" da casa que eu adoro, em especial. E que foram assim definidos pelo seu criador:
"Tempus Fugit" quer dizer "o tempo foge". A vida é breve.
"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.
Os dois juntos sempre me fazem refletir o quando a vida é curta e o quanto devemos mergulhar nessa grande viagem, de cabeça. Sem economizar sentimentos, coração, atitudes, perdão; sem deixar passar oportunidades, sem perder o bonde da história. Simplesmente viver.
O que me lembra um trecho de um livro que li há muitos anos e nunca mais me esqueci:

“Custa tanto ser uma pessoa plena, que muito poucos são aqueles que têm a luz ou a coragem de pagar o preço...
É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.
É preciso abraçar o mundo como um amante.
É preciso aceitar a dor como condição da existência.
É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como preço do conhecimento.É preciso ter uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do viver e do morrer”. Morris West, in “As sandálias do pescador”

domingo, setembro 04, 2011

HOMENAGEM A FREDDIE MERCURY

Freddie Mercury hoje faria 65 anos: a nossa homenagem











Farrokh Bulsara é o nome verdadeiro do conhecido Freddie Mercury. Hoje, 5 de setembro, faria 65 anos se o infortúnio não lhe tivesse batido à porta.


A vida

Freddie Mercury foi um aclamado músico, cantor e compositor. Vocalista de uma das bandas rock mais populares dos anos 70 e 80, os Queen, inovadores, sempre atuaram com muita energia. Era notável a genuinidade em todos os elementos, especialmente no falecido Freddie que se personificava com as reações do público, era uma característica que muitos artistas demonstravam imensa admiração, tais como Kurt Cobain e Axl Rose.

Mercury nasceu na ilha de Zanzibar (na altura uma colónia britânica mas que actualmente pertence à Tanzânia). Este passou a maior parte da sua infância na Índia, onde, aos sete anos, começou a dar os primeiros passos na música ao ter aulas de piano. Sendo um rapaz precoce, aos doze anos formou a sua primeira banda de escola chamada The Hectics, onde tocavam covers de artistas como Cliff Richard and Little Richard.

Aos dezessete anos, Freddie e a sua família, mudaram-se para Inglaterra, após terem de fugir de Zanzibar por questões de segurança.

Foi na faculdade que conheceu o baixista Tim Staffell, foi seu colega de quarto. Tim tinha uma banda chamada Smile, Brian May e Roger Taylor eram integrantes da mesma. Mercury costumava participar e assistir aos ensaios. Anos mais tarde, em 1970, Tim, deixou a banda e Freddie acabou por ficar como vocalista do grupo que se passou a chamar Queen. No mesmo ano, Mercury conheceu Mary Austin, com quem viveu cinco anos. Foi com ela que assumiu a sua orientação sexual - ele era bissexual- os dois ainda mantiveram uma forte relação de amizade até ao fim da sua vida (nunca casaram ao contrário do que muitos pensam). A música Love of My Life é inspirada em Mary, pois acima de tudo, era o verdadeiro amor dele.

Receita de Merluza à portuguesa | Receitinhas de Carne de Peixe

Receita de Merluza à portuguesa

Receita (Merluza à portuguesa) enviada por Receitinhas.com.br.

Ingredientes

  • 1 kg de filé de merluza

  • 5 batatas grandes cortadas em rodelas médias

  • 5 tomates vermelhos cortados em rodelas

  • 5 cebolas grandes cortadas em rodelas

  • 1 vidro de alcaparras ou 100 g de azeitona

  • 1 vidro de azeite de oliva extra virgem

  • 4 dentes de alho

  • 3 limões (suco)

  • 4 colheres de chá de sal

  • Modo de Preparo

  • Amasse o alho com o sal e misture ao suco de limão.
     

  • Em uma tigela grande coloque os filés e jogue o tempero do alho, limão e sal em cima dos filés e deixe pegar o tempero por 30 minutos, mexendo de vez em quando os filés para se misturar ao tempero.
     

  • Pegue uma panela e no fundo coloque metade das batatas em rodela, o filé temperado por cima, a cebola e os tomates.
     

  • Faça isto até terminar na camada de tomate.
     

  • Geralmente dão duas camadas de cada ingrediente.
     

  • O azeite e a alcaparra são espalhados gradativamente em todas as camadas

  • Rendimento

    12 Porções
    Receita de Merluza à portuguesa | Receitinhas de Carne de Peixe

    quinta-feira, setembro 01, 2011

    Homenagem ---- 125 anos de TARSILA DO AMARAL

    TARSILA DO AMARAL


    INFÂNCIA E APRENDIZADO

    Tarsila do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886, no Município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, passou a infância nas fazendas de seu pai. Estudou em São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro, 'Sagrado Coração de Jesus', 1904. Quando voltou, casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve a única filha, Dulce.
    Separaram-se alguns anos depois e então iniciou seus estudos em arte. Começou com escultura, com Zadig, passando a ter aulas de desenho e pintura no ateliê de Pedro Alexandrino em 1918, onde conheceu Anita Malfatti. Em 1920, foi estudar em Paris, na Académie Julien e com Émile Renard. Ficou lá até junho de 1922 e soube da Semana de Arte Moderna (que aconteceu em fevereiro) através das cartas da amiga Anita Malfatti. Quando voltou ao Brasil, Anita a introduziu no grupo modernista e Tarsila começou a namorar o escritor Oswald de Andrade. Formaram o grupo dos cinco: Tarsila, Anita, Oswald, o também escritor Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Agitaram culturalmente São Paulo com reuniões, festas, conferências. Tarsila disse que entrou em contato com a arte moderna em São Paulo, pois antes ela só havia feito estudos acadêmicos. Em dezembro de 22, ela voltou a Paris e Oswald foi encontrá-la.

    1923

    Neste ano, Tarsila encontrava-se em Paris acompanhada do seu namorado Oswald. Conheceram o poeta franco suíço Blaise Cendrars, que apresentou toda a intelectualidade parisiense para eles. Foi então que ela estudou com o mestre cubista Fernand Léger e pintou em seu ateliê, a tela 'A Negra'. Léger ficou entusiasmado e até chamou os outros alunos para ver o quadro. A figura da Negra tinha muita ligação com sua infância, pois essas negras eram filhas de escravos que tomavam conta das crianças e, algumas vezes, serviam até de amas de leite. Com esta tela, Tarsila entrou para a estória da arte moderna brasileira. A artista estudou também com Lhote e Gleizes, outros mestres cubistas. Cendrars também apresentou a Tarsila pintores como Picasso, escultores como Brancusi, músicos como Stravinsky e Eric Satie. E ficou amiga dos brasileiros que estavam lá, como o compositor Villa Lobos, o pintor Di Cavalcanti, e os mecenas Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado.
    Tarsila oferecia almoços bem brasileiros em seu ateliê, servindo feijoada e caipirinha. E era convidada para jantares na casa de personalidades da época, como o milionário Rolf de Maré. Além de linda, vestia-se com os melhores costureiros da época, como Poiret e Patou. Em uma homenagem a Santos Dumont, usou uma capa vermelha que foi eternizada por ela no auto-retrato 'Manteau Rouge', de 1923.

    PAU BRASIL

    Em 1924, Blaise Cendrars veio ao Brasil e um grupo de modernistas passou com ele o Carnaval no Rio de Janeiro e a Semana Santa nas cidades históricas de Minas Gerais. No grupo estavam além de Tarsila, Oswald, Dona Olívia Guedes Penteado, Mário de Andrade, dentre outros. Tarsila disse que foi em Minas que ela viu as cores que gostava desde sua infância, mas que seus mestres diziam que eram caipiras e ela não devia usar em seus quadros. 'Encontei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Mas depois vinguei-me da opressão, passando-as para as minhas telas: o azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, ...' E essas cores tornaram-se a marca da sua obra, assim como a temática brasileira, com as paisagens rurais e urbanas do nosso país, além da nossa fauna, flora e folclore. Ela dizia que queria ser a pintora do Brasil. E esta fase da sua obra é chamada de Pau Brasil, e temos quadros maravilhosos como 'Carnaval em Madureira', 'Morro da Favela', 'EFCB', 'O Mamoeiro', 'São Paulo', 'O Pescador', dentre outros.
    Em 1926, Tarsila fez sua primeira Exposição individual em Paris, com uma crítica bem favorável. Neste mesmo ano, ela casou-se com Oswald (o pai de Tarsila conseguiu anular em 1925 o primeiro casamento da filha para que ela pudesse se casar com Oswald). Washington Luís, o Presidente do Brasil na época e Júlio Prestes, o Governador de São Paulo na época, foram os padrinhos deles.

    ANTROPOFAGIA

    Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o 'Abaporu'. Quando Oswald viu, ficou impressionado e disse que era o melhor quadro que Tarsila já havia feito. Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro maravilhoso. Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga, e Tarsila lembrou-se do dicionário Tupi Guarani de seu pai. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro.
    Outros quadros desta fase Antropofágica são: 'Sol Poente', 'A Lua', 'Cartão Postal', 'O Lago', 'Antropofagia', etc. Nesta fase ela usou bichos e paisagens imaginárias, além das cores fortes.
    A artista contou que o Abaporu era uma imagem do seu inconsciente, e tinha a ver com as estórias de monstros que comiam gente que as negras contavam para ela em sua infância. Em 1929 Tarsila fez sua primeira Exposição Individual no Brasil, e a crítica dividiu-se, pois ainda muitas pessoas ainda não entendiam sua arte.

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