SONHOS E ENCANTOS

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terça-feira, setembro 23, 2014

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO

Minha amiga Marli Soares Borges criou um evento com este título e minha contribuição foi esta que partilho com vocês,meus amigos.

O Tempo é o Senhor da Razão
Eclesiastes 3
1 ¶ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.


Esta passagem do Eclesiastes sempre me marcou,desde que a li pela primeira vez... olha que faz tempo isto,eu tinha nove anos e cursava a terceira série primária,no Instituto Santa Dorotéa,em Pouso Alegre,Minas Gerais...as freiras nos faziam ler todos os dias uma passagem da História Sagrada e esta era a que mais me impressionava.Principalmente a de número 3 que fala em tempo de matar...isto,para uma criança,era muito forte e me amedrontava muito.Mais tarde fui percebendo que nada disto deveria ser interpretado ao pé da letra,mas para uma criança de fértil imaginação era algo pavoroso demais...
Hoje já passei por várias destas etapas,já plantei e tive uma bela colheita, já arranquei muitas ervas daninhas que se misturaram à minha semeadura;
Já chorei e ri muitas vezes,pranteei as minhas múltiplas perdas,dancei conforme a música e até destoando dela,matei as lembranças ruins e curei feridas de meu coração e dos corações de amigos;derrubei e edifiquei construções não muito adequadas, espalhei pedras onde o barro poderia levar alguém a derrapar,juntei as pedras que alguns em mim atiraram(não cheguei a construir um castelo,como Pessoa),abracei e fui abraçada; busquei,ah como busquei acertar e muitas das vezes perdi,embora tenha acertado outras tantas,guardei recordações de bons momentos e lancei fora o que não acrescentava nada;rasguei meu coração em mil pedaços,mas cosi e cerzi com as linhas do esquecimento,muitas vezes...calei-me em horas certas e também em erradas horas...falei muito e me arrependi na mesma proporção; amei e ainda amo com entusiasmo e paixão,a vida,a natureza,o sol,a lua, as estrelas,o nascer e o por do sol,os arco-íris e as borboletas...ódio? não,não tenho tempo para o ódio,nem gosto de falar odeio isto ou aquilo....guerras para mim nunca existiriam,a paz sim esta é e deve ser o objetivo de todos...
E finalmente,o que eu mais gosto e aprecio em todas as gentes...alegrar-se e fazer o bem na sua vida...alegrar-se e alegrar as outras pessoas,vestir a roupa da Alegria e adornar os cabelos e os pensamentos com as travessas e tiaras do Amor e do Bem querer.

 

segunda-feira, setembro 01, 2014

CHEGANDO EM CASA

Chegando em Casa        


Chegando em casa
com a alma amarfanhada
e escura
das refregas burocráticas
leio sobre a mesa
um bilhete que dizia:

- hoje 22 de agosto de 1994
meu marido perdeu, deste terraço:

mais um pôr de sol no Dois Irmãos
o canto de um bem-te-vi
e uma orquídea que entardecia
sobre o mar.

( Affonso Romano de Sant’Anna )

      As palavras do poeta martelavam em sua cabeça... sabia do cair e do levantar também... tantas vezes experimentara o caminho resva...

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