SONHOS E ENCANTOS

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domingo, junho 06, 2021

MEMÓRIAS DE UMA SENHORINHA __ OUTROS RUMOS


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E, novamente, a vida retomou o seu ritmo normal... brincadeiras com os filhos, final de semana com os amigos e a casa cheia de sons...o violão da amiga Drinha, as melodias sentimentais, do samba canção ao bolero, as comidinhas improvisadas pelo amigo Zé Schettini e pela Hélvia, a amiga Ângela (a mesma que a ensinou a dançar o rock e o twist) e o noivo Paulo do Vale, o Walter (Telo),sua noiva Emirene,  a Hulda e o Elito, namorados na época, o cunhado Brandãozinho e sua esposa Marlene...estes os mais frequentes. Em alguns outros sábados havia outras pessoas, mas os habituais eram estes.
Foram vários os fatos interessantes ocorridos nestes finais de semana, regados a Cuba Libre ( a bebida da época, rum com coca cola)

Receita de Cuba Libre


Ingredientes:

1 limão
2 doses de rum leve
Coca-Cola ou Pepsi Cola

Modo de preparar:
Esprema o limão num copo e deixe cair as metades da fruta. Soque-as e junte cubos de gelo. Adicione o rum e complete com a Coca-Cola ou Pepsi. Mexa bem e sirva.

Era uma delícia e para quem nunca havia bebido nada( só a cerveja preta da época da amamentação e o vinho "batizado com água" da infância e puro nas comemorações familiares) era um senhor drink.
E as comidinhas? Na maioria das vezes era um peixe feito pelo Zé Schettini e pescado por ele, Paulo do Vale e Drinha (Marília Chiarelli) Eles mesmos limpavam os peixes e depois, Hélvia e o Zé o preparavam...uma delícia!
Algumas vezes eram preparados franguinhos, apanhados ( surrupiados) no galinheiro do sogro ...ás vezes se reuniam na casa do irmão do Walter, o Norton...este era casado com a irmã do Paulo, a Virinha...e, em uma destas vezes, o nosso querido cozinheiro, acompanhado do irmão da dona da casa, assaltou o galinheiro da  casa, amordaçando a galinha para que não gritasse enquanto os demais distraiam os donos da casa...após preparem a "penosa",vieram servi-la e os queridos amigos adoraram a surpresa...só ficaram sabendo que era do próprio galinheiro, quando só havia ossos para relembrá-la.
De outra feita, na fazenda, resolveram dançar o cancan e animadamente se puseram a ensaiar...só que a amiga Ângela levantou a perna esquerda e ela, a nossa senhorinha, a direita...foi uma "rasteira" bem dada, ela caiu e a amiga também, sobre ela, aliás, sobre o seu braço. Imaginem a dor e o choro de uma pessoa com o braço quebrado e as outras pessoas a falarem que era "apenas" um destroncado...seu pobre braço foi puxado para chegar no lugar inúmeras vezes e de manhã, após uma terrível noite, resolveram levá-la ao farmacêutico (não havia hospital na cidade e muito menos médico), o qual decidiu que deveria colocar o braço "no lugar"...após novos puxões, um braço já inchado e uma pessoa protestando veementemente, resolveram que o melhor seria levá-la para Muriaé. Em resumo, demoraram uma hora para decidir e duas de viagem...após três horas, o braço, que não parara de doer, já estava muito inchado e foi dificílimo engessar. Resultado, um braço que nunca mais foi o mesmo. Mas ela, a senhorinha, já recuperada e sem dor, nem se incomodou com isto...
 Belos tempos aqueles...

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 E o pai resolveu fazer-lhe uma surpresa...um jeep, amarelinho, antigo, 1951, lindo...a charrete seria aposentada e ela passaria a ir  de carro para as aulas... foi um sucesso aquele novo meio de transporte...nunca mais as birras de seu "Paraíso", nunca mais a ladainha de esperar encontrarem o seu paradeiro quando desaparecia na imensidão dos pastos.
E o irmão seria o seu professor...mais uma aventura para ela, que já havia dirigido o carro do pai algumas vezes. Só havia um pequeno problema, o querido Bel Air era hidramático e o jeep não...outro problema, a falta de paciência do irmão. Ela chegou a dirigir algumas vezes, mas detestava ter que passar as marchas e o marido por medo de que lhe acontecesse algum acidente, passou a levá-la todos os dias. Adeus, independência!

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Os pais compraram um terreno no Recreio dos Bandeirantes e nas férias outras atividades os aguardavam: aos sábados acompanhar a mãe em uma grande empreitada, indo até Vargem Grande, que na época era povoada por fazendas e buscar terra e esterco para que ela plantasse mudas e mais mudas de árvores frutíferas, pois o seu sonho era transformar aquele espaço em um grande pomar. E mudas de mangueiras, abacateiros, laranjeiras, limoeiros e cajueiros foram plantados, dando início a uma fase de regas e limpeza do terreno que um dia seria farto destas frutas.
Uma casa pré fabricada foi montada, tendo apenas a cozinha e o banheiro em alvenaria. Uma bomba acionada manualmente, trazia a água necessária ao consumo diário...para se tomar banho era necessário várias bombadas para encher a caixa...mas tudo se transformava em uma grande aventura para todos,
O Recreio dos Bandeirantes fica na zona Oeste do Rio de Janeiro e hoje é uma região badalada e super povoada. Na época, entretanto, poucas casas havia por lá, as ruas não eram asfaltadas e onde hoje há praças e shoppings havia um imenso areal, onde as crianças brincavam de escorregar.


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Recreio dos Bandeirantes


Vista da Prainha.
Um dos principais distritos da região da Barra, o Recreio situa-se entre o mar, a Barra da Tijuca, Vargem Grande / Vargem Pequena, e Grumari. Possui a segunda maior população da região e também várias opções comerciais, como o Recreio Shopping. Apresenta menor nível de verticalização que o bairro da Barra da Tijuca, e, movido pela proposta de ser um bairro ecológico e de elevada qualidade de vida, abriga em seu bastante arborizado interior o Parque Ecológico Chico Mendes, o Parque Marapendi, fora outras reservas, sendo também muito bem servido por praças arborizadas e inúmeras ciclovias.

Educação e ciência

A região conta com diversos estabelecimentos de ensino fundamentalunidades pré-escolaresescolas de nível médio e algumas instituições de nível superior.
Dentre instituições de ensino superior instaladas na região observam-se o IBMEC, a Pontifícia Universidade Católica (com cursos de extensão universitária), a FGV (cursos de MBA), a Universidade Gama Filho, a Universidade Estácio de Sá, a Unigranrio, dentre outros.

Cultura, lazer e qualidade de vida


Fachada do New York City Center
Dentre as opções de cultura e lazer da região estão grandes shopping centers, salas de cinema multiplex, complexos esportivos, teatros, parques, trilhas naturais e as praias da região.

Hoje é esta a realidade do Recreio dos Bandeirantes ,mas na época, lá nada havia, apenas uma praia quase deserta e uma enorme vastidão de areia, até a nossa casa. Passávamos pela estrada do Joá, com suas perigosas curvas e era uma verdadeira viagem, com nosso carro carregado de panelas, pratos e talheres. A iluminação era à gás, com lampiões em todas as portas e dentro dos cômodos. Tínhamos que levar todos os gêneros alimentícios, pois lá só havia uma pequena "Tendinha", com pouquíssimos recursos.

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 Por hoje é só, amigos...voltarei na próxima semana, com a senhorinha no Recreio dos Bandeirantes.
                            Bjssssssssssss,

 
 
 

10 comentários:

chica disse...

Que bom acompanhar mais um capítulo e mudança da nossa Senhorinha e suas amizades, gostos, tanto mais. Na próxima veremos mais e mais! Bom te ler! beijos, chica e tudo de bom!

Roselia Bezerra disse...

Bom dia de nova semana, querida amiga Leninha!
Ah! Que post maravilhoso com suas memórias) aventuras.
Morei no Recreio e na Barra há trinta anos. O barra shopping era a distração com o Carrefour.
A troca da charrete pelo carro foi um marco, hein? Mesmo sem a tal independência tão cobiçada.
Os amigos pareciam mais amigos, duradouros. Tive de mais de cinquenta. Os de hoje sai mais efêmeros. Até as amizades ficam descartáveis. Uma insensibilidade tamanha.
Sabe, amiga, temos o braço que não foi o mesmo em comum. Foi o único que quebrei desde que nasci.
Gosto muito das suas resiliências.
Seja feliz e abençoada!
Beijinhos fraternos de paz e bem

Leninha Brandão disse...

Amiga Chica,
Sempre muito bom acordar e ver que a sua presença já veio alegrar a minha casa. Obrigada por seu carinho e suas palavras. Um beijo 😘 carinhoso pra você, minha querida!

Leninha Brandão disse...

Rosélia querida, bom dia!
Temos, pelo visto, várias coisas em comum, até mesmo o braço quebrado,rsrsrs. Ah, amiga aquelas amizades...pareciam eternas e, realmente foram... algumas já foram embora, para o outro lado do rio habitando eternamente os nossos corações.
Bom saber que temos tanto em comum. Gratidão por sentir , nesta manhã tão fria, o calor de seu sorriso.
Um beijo 😘 e o meu carinho.

Valéria disse...

Bom dia ,minha linda...

Você sabe o quanto aprecio e "viajo" em seus posts... quantos momentos memoráveis... e quando olhamos para trás vemos quanta história escrevemos na vida.

Ahhh cuba libre, deu até vontade de tomar... as amizades, as reuniões tão alegres entre familiares e amigos...

Eu fico encantada de ver como você sempre foi adiante do seu tempo...

Enfim, voltarei, porque prezo por sua amizade, mesmo a distância, você me é inspiradora!!!

Boa semana, beijinhos,
Valéria

Leninha Brandão disse...

Oi Valéria!
Quanto prazer encontrar você aqui, minha querida amiga 💞🌺🌼!
É verdade, minha querida, a vida era mais fácil e mais simples...pequenas alegrias, como uma reunião com amigos, um violão e uma dose de cuba libre tornavam a nossa vida feliz e gratificante. Obrigada pelo carinho e espero que apareça sempre mesmo.Um beijo 😘 carinhoso pra você, minha linda!!! 🌺🌼💞

Dalva Rodrigues disse...

Leninha, tudo era uma ventura, hein!
Acho que o Paraíso ficou no paraíso com a mudança!
Quantas transformações assistiu acontecer na vida e nas paisagens.
A turma parecia ser bem animada mesmo, ah juventude!!
Adorei reler mais este capítulo da vida da senhorinha, abração, amiga querida!

Leninha Brandão disse...

Bom diaaaaa 🌺 minha querida amiga Dalva 🌼🌷❤️!!!!

O Paraíso não ficou totalmente abandonado 😔, a charrete passou a ser usada para os passeios com as crianças...de certa forma a vidinha idealizada pela nossa Senhorinha começou a se desenhar.Sem brigas matinais a harmonia trouxe ☮️ para a sua cabecinha.
Obrigada por sua visita sempre bem vinda! Um beijo carinhoso 😘🌼🌷🌼🌷❤️!

manuela barroso disse...

E esta Senhorinha começa agora a ter a vida que sempre idealizou, suponho! Mas que sorte com os amigos e essa vida cheia de música e cantorias, Leninha ! Imagina já nesse tempo beberem a Cuba livre ...Eu só conheci quando fui de férias !
E de charrete para jeep amarelo...Bem,não seria propriamente para todos!
Mas , e a forma como contas, como saboreia a esses tempos faz com que , quem te lê, viva contigo esses tempos realmente memoráveis.
A verdade é que eras uma Senhora Senhorinh a com a vida pela frente e uma dinâmica invejável.
Não admira que ainda hoje sejas a menina dos caracóis!
Uma delícia ler - te e acompanhar te nesteste devaneios que não sendo imaginação nos atraia ainda mais !
Um grande beijinho minha querida amiga irmã!

Leninha Brandão disse...

Minha querida amigairmã Manu,
Tuas palavras tão ternas são sempre um incentivo para mim... quando penso em parar tu vens e me mostras porque não devo fazê-lo. E hoje, apesar do dia frio e embruscado, retornarei, uma vez mais ao passado, à juventude em que usufrui de tantas amizades e muitas aventuras.
Obrigada por tua visita, algo proveitoso que muito me alegra.
Um beijo 😘 carinhoso 😘🌼🌷❤️🌷🌼.

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