SONHOS E ENCANTOS

SONHOS E ENCANTOS

segunda-feira, setembro 17, 2012

Memórias de uma senhorinha/ Alçando novos vôos

E a aventura começou...o sogro a ensinou a comandar o cavalo na charrete, com a maior paciência e, após algumas aulas, a declarou apta a se aventurar até a cidade, naquele romântico meio de locomoção(para ela,tudo era romântico, pitoresco , telúrico...)





Nos primeiros dias, teve um pouco de medo, mas logo conseguiu a habilidade necessária, só perturbada quando o seu querido cavalinho resolvia empacar e, por nada deste mundo, saía do lugar...o único jeito era pedir a algum cavaleiro que os puxasse até a cidadezinha.


Sua primeira turma não era aquilo com que ela sempre sonhara...os alunos, do quarto ano primário, eram grandes e estavam repetindo...alguns pela terceira vez.
Muito agitados e rebeldes, não faziam silêncio para ouvir as explicações, respondiam mal quando ela os admoestava, saiam dos lugares, era um caos total! A senhora diretora da escola, a famosa Dna Matilde, era uma verdadeira lenda na cidade...alta, muito brava, fazia nossa amiguinha tremer quando assomava à porta da sala e dizia, alto e bom som, para todos escutarem:"Podem fazer muita bagunça mesmo, a professora de vocês é um doce, deve gostar de vê-los gritando!"
E ela sentia vontade de sumir dali, evaporar, desmaterializar-se...era uma sensação de impotência tamanha que a dominava, entre os alunos rebeldes e a diretora furiosa, que ela pensava seriamente em não mais voltar...mas isto seria se dar por vencida e nunca mais ter a coragem de voltar a trabalhar...não, ela não faria isto, de maneira alguma.Voltou aos seus livros de psicologia e de pedagogia, estudou métodos diversos e viu que teria que adotar um sistema oposto ao da diretora...a melhor abordagem para aquele tipo de alunos seria o carinho mesclado com a autoridade. Com jeitinho e com firmeza conseguiu aos poucos ganhar a confiança daqueles que eram considerados os vilões, as ovelhas negras daquela escola. 
Passou a fazer passeios com eles, levava-os até a fazenda, sentava-se no chão, ouvia as suas histórias de vida,subia os pastos cantando com eles (a Noviça Rebelde à todo vapor) e depois, já de volta para a escola, conseguia dar a sua aula tranquilamente. 
Mas não pensem que foi da noite para o dia que isto aconteceu...demandou tempo, o tempo da conquista, o tempo do "cativar" costuma ser demorado,mas quando acontece é vibrante, é vitorioso, é gratificante.

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Hoje quando vou a Miradouro eu os vejo...já são pais de família, profissionais liberais alguns, outros empresários e outros mais, fazendeiros.Homens e mulheres que conquistaram o seu espaço e que me tornam feliz e orgulhosa por ter contribuido à minha maneira, para esta vitória de cada um deles.

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E nossa senhorinha continuava a se dedicar aos filhos durante o restante do dia...cuidava da alimentação pessoalmente, não delegava à ninguém esta obrigação...antes de ir para a cidade alimentava os filhos e os colocava na cama para dormir.As crianças de antigamente, acordavam muito cedo e sempre dormiam depois do almoço...por este motivo ela podia ir tranquila para o trabalho.
E um ano se passou...as férias chegaram...desde novembro ela já estava às voltas com as costureiras preparando as roupas para ela e para os meninos. Como era de praxe, desde que os pais se mudaram, as férias eram passadas no Rio.As férias de dezembro, porque em julho os pais vinham passar com eles, na fazenda.
E as férias significavam muito para ela e para os filhos...reunir a família, comemorar o seu aniversário(em dezembro), o Natal e o Ano Novo. As crianças adoravam  a praia, o Aterro, o Parque Guinle, locais onde se podia ir à pé, já que os pais moravam no Catete. O pai sempre encarregava um amigo para buscá-los, o Jomar, ou então ele mesmo ia, no seu lindo Bel Air , seu sonho de consumo realizado. 


E era uma felicidade esta viagem!Os filhos e ela adoravam...mas esta alegria não era partilhada, nem pelo marido, nem pela sogra. Achavam um absurdo ir para o Rio de Janeiro, cidade perigosa e cheia de riscos. E era um Rio pacato o desta época, não havia violência e o pessoal do Morro Santo Amaro, amigo de todos os da vizinhança...a rua Bento Lisboa era vizinha do morro e o irmão ia  soltar pipa e subir em árvores com as crianças de lá...não havia perigo, havia pessoas humildes e respeitadoras, tanto quanto as pessoas humildes de qualquer outro lugar.

Gente Humilde

Chico Buarque

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a tudo
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

E esta mesma gente humilde vivia no Morro de Santo Amaro daquela época ...crianças como as suas, inocentes e puras...uma inocência que um dia seria maculada e violentada...onde foi parar a inocência perdida?
Quem começou a destruição destes valores? Hoje eu me faço estas perguntas...

Perguntas que  não passavam pela cabeça de nossa senhorinha que não era vidente nem possuia uma bola de cristal....ela mesma, uma inocente e meiga senhorinha.


Estou indo, mas na semana que vem estarei de volta .

Bjsssssssssss 

32 comentários:

✿ chica disse...

Que delícia ler mais uma pouco dessa história linda! E que trabalho bonioto conseguiste fazer com as creinças que hoje podes te orgulhar de ter tornado gente.

E, quanto ao Rio, passavas nos lugares que eu circulava. Moramos naquela época, na 2 de dezembro, no Flamengo. A rua do Castelinho, lembras?

A empregada de minha mãe morava nesse morro que falaste e era gente boa por lá! Pena essas mudanças todas no Rio, mas não é apenas lá. Aqui em Poa é um horror!


Adorei e fico esperando mais!! beijos,linda semana!chica

Tina Bau Couto disse...

Pessoas humildes tem sabedorias que nenhum livro ensina.
Uma semana de humildade, sabedoria, saudosismo, alegria de viver, velhas

“Que sejamos doce, ao ponto que o tempo nunca amargue.
Que a felicidade esteja em nós de um jeito que a tristeza nunca estrague”

Dalva Rodrigues disse...

Olá, amiga! Que aventureira era para a época, se bem que hoje enfrentar uma sala de alunos problemas ainda é uma grande aventura e podendo até ser perigosa...Que bom que seu trabalho rendeu frutos, deve ser muito gratificante.
Inocência perdida....perdemos também a paz.
Adorei a reflexão!

Beijos!

Aleatoriamente disse...

Nossa vó que lindeza, inteirinho lindo esse texto.
Amei conhecer atua história mais um bocadinho.
Parecia até que estava caminhando junto contigo, nos lugares na narrativa inteira.
Tudo que se põe amor no meio é uma vitória alcançada, o carinho e a dedicação aos alunos foram recompensados. A mãe e esposa dedicada foi um presente divino ,que com certeza você soube abrir e sorver com todo carinho.
Você é doce até no caminhar nas lembranças, chego a sentir quase a tua saudade quando fala nos teus pais. Imagino como deve ter sido triste no dia que eles foram para O Rio de Janeiro e você ficou.
Mas o amor os unia cada tempo, no tempo que só o amor conhece.

Beijinho vozinha querida

Renata Guidinha disse...

Minha querida Leninha!
Só ia ler sua postagem a noitinha, mas como abri o blog pra ver o que estava acontecendo, não resisti.
Me vi dentro daquela sala de aula e acho que minha atitude não seria diferente da sua. Entregr os pontos não é do meu feitio e pelo jeito a figura autoritária da diretora não resolvia a questão. Tem coisas que são impossíveis de serem conquistadas sem um misto de doçura e firmeza.
Onde foi parar tanta gente humilde? Não aquela humilde relacionada ao poder aquisitivo... A humilde de coração, que partilha alegrias e tristezas, o pão, o sorriso... Será que ficou na canção? A violência em maior ou menor grau fez com que muita gente se recolhesse e muitas cidades mudaram. A selva de pedra continua crescendo, mas como sou "menino passarinho", continuo acreditando que é possível me manter no acalento do sonho de voar.
Sua postagem mais uma vez me deu asas e sigo voando.
Bjks
(não vi nada de anormal no blog, ok?)

Mariazita disse...

Leninha, minha querida amiga
Tendo passado pelo mesmo, mais facilmente compreenderás a dor que ainda sinto. Apesar de terem passado já três meses, parece que foi ontem, tão vivo está na minha memória tudo aquilo por que passei.
Muito obrigada por tuas carinhosas palavras.

Continuo acompanhando a tua história maravilhosa. Tenho bastantes professoras na minha família (uma irmã, uma filha...etc) e também muitas amigas e amigos (alguns já retirados...). Todos consideram uma honra poder formar (ou ter formado)adultos sérios e honestos, o que cada vez se torna mais difícil. É uma profissão que é mais uma missão do que uma forma de ganhar a vida.
Amei mais este adorável episódio.

Uma semana feliz. Beijinhos

Zilda Santiago disse...

Linda narrativa e rica!!!Parabéns pelo trabalho educativo e por ter visto já os frutos.Bjs na alma.

Majoli disse...

Sempre amo te ler, mas hoje está tão especial!!
Soubestes, de um jeito especial, conqjistar o respeito de seus alunos, e hoje tem o privilégio de vê-los com família formada.
Beijos de uma deliciosa semana querida Leninha.

Ivana disse...

Leninha
Mais uma parte da sua vida que emociona a todos pela humildade, coragem e ousadia. Também gostava muito de comandar o cavalo na charrete, era meu passeio preferido, e quem me ensinou foi meu avô paterno.
Um forte abraço, uma ótima semana, bjs

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Não cheguei a "pegar" turminha de primeiro grau, apenas fiz estágio. Sem bem como é a estreia, numa sala de aula. Quanta diferença, o Rio de hoje, daquele que conhecemos décadas atrás. Aquela região do Catete,era tão gostosa, morei no Flamengo e adorava ir fazer a feira no Largo da Gloria. Isso, nas décadas de 60,70 e...de 90 pra cá, a violência foi tomando conta. Lamentável, foi o motivo que me fez retornar á Fortaleza.

Que bela narrativa, Leninha, à cada episódio, maior o interesse....

Um beijo, amiga, da Lúcia.

lenalima disse...

è tão bom te ler, emocionante!
pessoa de fibra , ousada e com muito amor!
quem ganhou foram os alunos!

bjss

Alfa & Ômega disse...

Leninha como não vencer uma classe terrível com uma senhorinha tão meiga e doce! muito linda de ler e as férias tão esperadas! grande aventura esta senhorinha viveu! Grande abraço, amiga! Valeu!

Toninhobira disse...

Bela atitude da Senhorinha na reeducação dos rebeldes.É preciso mesmo arte como ela teve.A gente do interior sempre olha para a cidade grande como um fantasma.
Lindo ver os frutos de nossa plantação,como bons e agradaveis,deve ser uma emoção bilateral muito boa.
Uma bela semana Leninha.
Meu terno abraço de paz e luz.
Bjo amiga.

SOL da Esteva disse...

Delicioso saber-se ser e estar.
Sigo os passos que recontas e recuo para outros tempos, mais simples e talvez com um encanto que não temos mais.


Beijos


SOL

Helena Chiarello disse...

Lendo você e pensando aqui, nos vários anos que trabalhei como professora... E em como você foi feliz ao descobrir o caminho: autoridade carinhosa. É receita certeira!
Tuas memórias, hoje, estão particularmente gostosas! Bom de ler e viver!
Um beijo no coração, amigamada, e meu sempre carinho!

R. R. Barcellos disse...

Deliciosa leitura. Isso é novidade?
Abraços.

Cadinho RoCo disse...

Com o passar do tempo eis que nos deparamos com mudanças radicais.
Cadinho RoCo

Calu disse...

Leninha querida,
teu empenho e dedicação foram fundamentais para que vc mudasse o perfil estigmatizado da turma.Parabéns com louvor!
Ao fim dum ano trabalhoso, nada melhor que férias em família num lugar cheio de encantos.Ah, o Rio daqueles tempos era o espaço ideal para isto.
Dias mágicos e muito amorosos, como a nossa senhorinha.
Bjkas, delicada amiga.
Calu

Amapola disse...

Que vocação...
Imagino a alegria em vê-los mais tarde, bem estruturados.

Beijos.

Amapola disse...

Na minha cidade, só o dono da farmácia tinha um carro assim.

manuela barroso disse...

Outros perfumes mas sempre o mesmo encanto a contares a tua história que é uma lição de vida Leninha. O conceito que fazes da autoridade-a que anuo completamente- a disponibilidade de levares os jovens até tua casa numa partilha completa de carinho e saberes é uma doação que me faz admirar-te ainda mais!
Depois a tua graciosidade na forma como te movimentas nessa tarefa que nos faz parecer fácil!A lição de abertura aos simples...como eu gosto minha amiga!
Cada vez mais acompanhar-te é uma aventura gostosa!
Terno e imenso abraço Leninha!

Ivani disse...

antes que me esqueça adoro essa música, Gente Humilde.
então nossa Noviça Rebelde percebeu bem antes dos atuais pedagogos que o carinho e a atenção funcionavam bem mais que a austeridade?
voce deve ter sido uma doce e deliciosa mestra.
imaginei voce indo com sua charrete á cidade, toda cheirosa e arrumadinha!
Ah! Leninha, adoro suas lembranças e essa maneira gostosa que voce tem de contar.
não conheço o Rio, acredita?
mas penso que era o lugar mais lindo do mundo naqueles anos dourados. Acertei né?
beijos amiga querida, continue escrevendo...

Anne Lieri disse...

Leninha,atrasada mas cheguei!...rss...estou com problemas de conexão essa semana,MAS AMEI SEU RELETO DE HOJE!Que desafio deve ter sido enfrentar essa sala de aula!Adorei a Noviça Rebelde a todo vapor!...rss...bjs e meu carinho,

Élys disse...

Senti forte emoção. Nasci no Catete, na rua Andrade Pertence, paralela à rua Silveira Martins. Quantas vezes passei pela rua Bento Lisboa.Minha infância e juventude...
Saudades...
Beijos.

ValeriaC disse...

Gostei muito de ver sua perseverança querida, que bonito ver a sua dedicação aos seus aluninhos, sua iniciativa em trabalhar fora, não por necessidade, mas por vocação, por vontade de fato.

Sabe querida, acho que você era quem era, mesmo delicada, aparentemente ingênua, era o melhor de você...muitas vezes nos olhamos pra trás e achamos que éramos ingênuos,alienados, imaturos, ou seja como for, mas era o que sabíamos ser, então nada há de errado nisso, até porque cada um vive o que tem que viver,cada qual experiencia a vida de um jeito, uns na pobreza, outros na riqueza, mas bem sabemos que sejamos ricos ou não, nem tudo são flores, não é mesmo? Tudo que vivemos enriquece nosso espirito...bonito é ver que com o andar da carroça e da vida, vamos crescendo, amadurecendo e dando belas flores e frutos, não é mesmo? E você é adorável amiga, sei que é uma pessoa linda e consciente, te admiro muito! E já era desde sempre, tenho certeza!
Continuo a esperar a continuação...parece que me desloco pra este tempo e espaço contigo...beijinhos,
Valéria

Túlia Catalão disse...

Logo que vi esta linda charrete, imaginei um conto da fadas. Mas é uma fada numa linda mãe e uma grande mulher!
Cada vez mais curiosa a sua linda história Leninha.E tão bem naraada.
Muitos beijinhos

Moro em um Kinder Ovo disse...

Consegui chegar até aqui e atualizar a minha leitura deste romance. E a página de comentários está liberada. Um bom dia para você.

Anônimo disse...

Mãezinha fui lendo e foi passando um filme na minha cabeça , lembro de tudo , chegando ao Rio no apartamento da vovó. Quando acordava houvia o barulho caracteristico daqueles onibus horriveis. Adorei relembrar

Silenciosamente ouvindo... disse...

Interessante ler este seu post.
As diversas aventuras da vida...
E realmente quanta mais a mesma é
preenchida mais se tem como acumula-
ção de experiências e vivências.
Adorei ler este seu post.
Bom fim de semana para si.
Um beijinho da amiga
Irene Alves

Zilani Célia disse...

OI LENINHA!
NÃO SEI COMO DEIXEI PASSAR ESTA POSTAGEM, MAS, HOJE A LÍ E COMO SEMPRE AMEI.
ABRÇS


zilanicelia.blogspot.com.br/
Click AQUI

Rita Costa-Lüth disse...

Boa noite Leninha! adorei este Post!os mesmos problemas tive com meus alunos do MOBRAL no Grupo Escolar Desembargador Alberto Luz em 1971... e a Dona Matilde!!!eu morria de medo dela,apesar de que, foi ela quem arranjou na época a vaga pra mim; eu,desesperada precisando de um emprego.É muito bom recordar coisas boas!e vc.me proporciona isto através de seu Blog, aqui distante 10.000 Kms.!Mas acho que em 1971 a diretora já era a Zúzú,mas a Dona Matilde ainda mexia com os pauzinhos!A filha única dela,ainda viva e cega agora(82 anos),é minha madrinha de batismo e bordou meu primeiro vestidinho!Ainda é a melhor amiga de minha mae!Morei no RJ 7 anos,em Copacabana,na Av.Prado Jr.no mesmo Edificio onde o Clóvis Bornay,meu amigo, morava um andar acima de mim(adoro o Rio-morei lá de 74 a 81,qdo.vim para a Alemanha)e naquele tempo a gente vinha das baladas de fins de semana(feliz, sem lenço,sem medo,mas com documento) e ainda se podia sentar na calçada às 5 da matina, comer o Angú do Gomes,comprar o Globo de domingo! O Angú do Gomes nao existe mais!Procurei a pouco tempo na Net!
Continue escrevendo!Faz-nos,seus leitores e amigos felizes!fique com Deus!

Severa Cabral(escritora) disse...

Nossa que riqueza de detalhes vc nos passa...engrandecedora essa história da vida real...fico inerte em alguns trechos lido...
bjssssssssssssss

Memórias de uma senhorinha Voltando para casa Enquanto o carro percorria a estrada, pneus rolando no saibro com o barulho caracterís...

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