SONHOS E ENCANTOS

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segunda-feira, maio 16, 2011

Feijão tropeiro da dona Lucinha


INGREDIENTES

500gr de feijão carioca ou roxinho
200gr de farinha de mandioca
200gr de toucinho de porco ou bacon
1 concha de gordura de porco
1 colher de sal com alho
1 cebola média em cubinhos
4 dentes de alho picadinhos
5 ovos
cheiro verde (salsa e cebolinha) a gosto

Modo de Fazer
  • Cozinhar o feijão e reservar.
  • Fritar os ovos e reservar.
  • Fritar o bacon e reservar.
  • Na mesma panela que fritou o ovo e o bacon, acrescentar a gordura de porco, o alho, a cebola e o sal.
  • Refogar o feijão, deixando ferver por uns 5 minutos.
  • Acrescentar a farinha de mandioca aos poucos. Depois de pronto colocar o bacon e por último os ovos e o cheiro verde.
Acompanhar de lingüiça caseira e couve refogada.  Este é um dos melhores pratos da nossa cozinha e não pode faltar na mesa do mineiro.

quarta-feira, maio 11, 2011

CANJIQUINHA COM COSTELINHA DA DONA LUCINHA

Ingredientes

* 200 g de canjiquinha
* 200 g de costelinha de porco
* 1 concha de gordura de porco ou óleo de soja
* 5 dentes de alho amassados
* 1 cebola grande picada ou ralada
* 1 colher (sopa) rasa de urucum
* 2 folhas de louro
* Sal a gosto
* Pimenta malagueta a gosto
*

Modo de preparo

Lavar, aferventar e fritar as costelinhas. Reservar.
Lavar, escorrer e cozinhar a canjiquinha em água, até ficar bem macia. Reservar.
Refogar em uma panela quente, a gordura, o alho, a cebola e sal a gosto. Por fim, juntar o urucum. Acrescentar a canjiquinha, as costelinhas, e o louro. Cobrir com água e cozinhar por cerca de 30 minutos. Checar o sal e juntar a pimenta conforme o gosto. Pode-se servir guarnecido de feijão e couve.

Dica
A consistência da canjiquinha não é nem de sopa, nem de angu.

Tirado do site:
http://www.brasilsabor.com.br/por/receitas/item/44

ORAÇÃO DO MILHO
Oração do Milho (Cora Coralina)
Becos de Goiás e Estórias Mais, RJ, 1965.
“Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos
E das lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso,
Nasce e cresce na terra descuidada...
Sou apenas o alimento forte e substancial
Dos que trabalham a terra, donde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre,
Alimentos de rústicos e animais do jugo...
Fui o angu pesado e constante do escravo
Na exaustão do eito.
Sou a farinha econômica do proletário,
sou a polenta do imigrante e a miga
dos que começam a vida em terra estranha.
Alimento de porcos e do triste mu de carga,
O que me planta não levanta comércio
Nem avantaja dinheiro,
Sou apenas a fartura generosa e
Despreocupada dos paióis,
Sou a pobreza vegetal agradecida a vós,
Senhor,
Que me fizestes necessário e humilde. Sou o milho.”

Minha querida e linda sobrinha Marcela, A vida é uma eterna ciranda a nos conduzir prá lá e pracá... e em uma destas voltas viemos para Tere...

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