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domingo, janeiro 13, 2013

MEMÓRIAS DE UMA SENHORINHA




E as engrenagens

da composição do enorme trem que se chama Vida, seguem rodando, continuamente lubrificadas pelo Senhor Tempo...célere e implacável.

         E nossa amiga, sem a presença dos filhos mais velhos, dedica-se ao caçula e conta-lhe histórias para dormir, brinca as suas brincadeiras de carrinhos e aviões, leva-o às reuniões com os amigos e partilha as suas fantasias...é uma criança muito viva e falante, alegre e inteligente.
E nas férias os dois filhos chegam e a vida volta à sua rotina...os pais e irmãos vem também, a casa se enche de risos e música, conversas até tarde e passeios pelas vizinhanças. 

         O pai trás seus amigos , um casal do Rio pouco acostumado à vida de fazenda e que se interessa por conhecer os hábitos e costumes dos colonos e de suas famílias. E nossa senhorinha, como boa anfitriã, propôe um passeio á cachoeira, um lugar paradisíaco no meio da mata...só que para atingí-la é necessário subir um morro bem alto, caminhando por uma trilha bastante estreita. A esposa do amigo está calçada com mocassins de salto e todos a advertem sobre a dificuldade que será atingir o cume calçando tão impróprios sapatos...mas ela ri e diz estar acostumada a andar muito e não se cansar...na cidade, é claro...
     Saem então, conduzindo os dois e cada um carregando uma bolsa com alimentos, água, suco e uma toalha de mesa para realizarem um belo piquenique...ah, e também toalhas de banho, pois pretendem tomar um belíssimo banho de cachoeira. E saem logo que amanhece o dia, animados e felizes...a mãe prefere ficar com a avó, já conhece a cachoeira e o tamanho da caminhada.
 


Vão muito bem até a metade do caminho, passando por espinhos e picões que agarram nas roupas e seguidos por mosquitos que preferem os braços e as pernas da jovem senhora, de saia enquanto os demais estavam de calças jeans e, portanto, bem protegidos...havia também um tipo de espinho, em forma de cone, chamado "benzinho" que arranhava as belas pernas da visitante. Como eu dizia, foram bem até a metade do caminho, pois neste ponto havia uma pedra...ótima para se sentar um pouco, antes de prosseguir...acontece que a doce senhora, sentada continuou quando todos se levantaram, dizendo, quase aos prantos, que não continuaria de maneira alguma...os pés estavam cansados e inchados, os mosquitos "borrachudos", haviam feito um estrago em suas pernas e os benditos "BENZINHOS"*, estavam grudados em sua linda saia de seda (havia sido advertida acerca de sua indumentária, mas não queria abdicar da elegância).

*CARRAPICHO DE CARNEIRO (ACANTHOSPERMUM HISPIDUM)






Também conhecido como: chifre-de-veado, espinho-de-cigano, chifre-de-carneiro, benzinho, maroto, cabeça-de-boi e outros. É uma planta herbácea com 50-120 cm de altura, ramosa e enfolhada desde de a base. Folhas de formato ovalado com até 12 cm de comprimento. Sua reprodução ocorre por semente e seu ciclo é anual.





 Em resumo, nossa senhorinha teve que voltar com ela para casa, quase que carregada...os outros seguiram e fizeram o planejado piquenique...para a senhorinha, o que fazer? Deixar para uma próxima vez...não faltariam oportunidades.

                     


Bem, amigos, com um afago me despeço. Voltarei na próxima semana .
Bjssssssss
 

31 comentários:

Moro em um Kinder Ovo disse...

Quando os dois lados se encontram - urbano e rural - sempre temos boas histórias para recordar

✿ chica disse...

Que legal,Leninha!E esses carrapichos lembro bem,rssr...
Mas coisa boa eram os piqueniques, mas...com roupas adequDAS,RS... BEIJOS PRAIANOS,CHICA

Alfa & Ômega disse...

Leninha do céu, para fotografar os cajus, entrei por um buraco na cerca do terreno e... ai! ai! ai! Afundei em cima de um capinzal de carrapichos e por azar, não era o terreno onde tinha o tal pé de caju! Foi terrível, retirar os tênis e a calça jeans! Doía muito! E o trabalhão de retirá-los dos tênis e da roupa toda? A senhora, atrapalhada deve ter penado mesmo! E por fim, fizeram ao tal pic nic e nadaram? Beijão!

#*Marly Bastos*# disse...

Mas um episódio encantador, contado com capricho e com detalhes bem humorados, assim como deve ser a vida.
Quem já viveu no campo ou já andou por ele, sabe bem o grude que é o carrapicho [ou timbete] para os goianos.
Adorei a história Leninha. Uma boa semana e paz!
bjks doces

Dalva Rodrigues disse...

Hahahahaha.....Algumas situações são tão previsíveis e mesmo assim as pessoas insistem....talvez para não dar o braço a torcer, né!
Andar pelos matos era uma das coisas de que mais gostava quando criança, dá uma sensação de vastidão...

Beijos!

Beatriz Bragança disse...

Querida Leninha:
Gostei imenso de ler mais um dos seus episódios.Às vezes,penso que ainda estamos nesse tempo ,em que nos correspondíamos por carta ou postal,pois eram as únicas formas de comunicação.Depois veio o telefone e os telemóveis(celular,aí)e...eis que a blogosfera aparece.Para mim,é o que há de mais maravilhoso.Vemos as fotos,de pessoas e de paisagens;podemos escrever e ter quase logo a resposta e,no que toca às suas narrativas,como escreve muito bem,é um regalo lê-las.
Beijinhos da
Beatriz

Mariazita disse...

Querida Leninha
Viver, ou melhor, saber viver no campo (fazenda e arredores) não é fácil para as pessoas habituadas a viver sempre na cidade.
A senhorinha é que saiu prejudicada - perdeu um belo piquenique para atender a dama vaidosa :)

Boa semana.
Beijinhos

Ivani disse...

Oi querida Leninha, só quem já fez caminhas mato a dentro sabe o sacrificio que é.
Esses carrapichos são mesmo muito irritantes, mas o que deixa muito chateada são os borrachudos.
Eu perco a vontade de ir adiante quando percebo que eles estão por perto.
Por isso, é preciso tênis, meias e calças, para suavizar um pouco o sofrimento.
Coitada daquela senhora, mas ela foi bem teimosa né?
Duvido que em outro passeio ela tenha vestido saia e salto alto rsrsrs
Aprendeu a lição com muito sofrimento, coitada!
E voce deixou de curtir um pic-nic gostoso com os filhos por ser uma pessoa adorável e muito educada.
Belas recordações, muito linda sua postagem.
Um beijo amiga!

Ivani disse...

onde voce leu "caminhas" entenda "caminhadas"...rsrsrs

elvira carvalho disse...

Confesso que tentei imaginar a dama a andar de saltos altos por ingremes caminhos em meio do mato e não pude deixar de me arrepiar.
Um abraço e desculpe se comento menos. Estou com problemas nos olhos, em tratamento, e por isso como estou proibida de passar muito tempo no pc, por vezes visito, leio, mas não comento. Para poder visitar mais amigos e ler mais artigos.

Zilani Célia disse...

OI LENINHA !
POBRE DA MOÇA, NÃO QUIS ABRIR MÃO DA ELEGÂNCIA E PAGOU CARO.
MUITO LEGAL.
ABRÇS
http zilanicelia.blogspot.com.br/ClickAQUI://

R. R. Barcellos disse...

Suas memórias têm vida. A gente sente o cheiro do mato, o vento no cabelo, escuta o murmúrio da cascata e o canto dos pássaros... e o desconforto dos carrapichos! Você é uma exceente memorialista, como diria Zélia Gattai.

Abraços.

* Edméia * disse...


*Leninha, sou URBANA !!!

Gosto de andar bem vestida, bem

calçada, cheia de bijouterias,

balagandans ... Amo os shoppings !!!

Esse negócio de mata, trilha ...

só em filme mesmo !!! (risos).

Essa senhorinha de mocassins

com saltos e de saia de sêda foi

muito BURRA !!! Não se faz um

passeio deste estiço com esta

roupa e calçado !!! (*Como diz o

ditado popular, "Quando a cabeça

não pensa, o corpo padece !" Pura

verdade !!! Hehehe.)

*Leninha, muito obrigada pelos

teus comentários no meu amado

*Caderninho da Maria ou

*Caderninho da Meméia !!!

*Leninha, muitos tristes os

versos FÚNEBRES ! Não gosto de

NA-DA triste. *Sou ALEGRE !!! :))

*Minha amiga, tenha uma bela

semana ao lado dos teus !

*Fiques com Deus.

*Beijossssssssssss.

Lucinha disse...

Leninha,

Como é gosto ler suas memórias. Viajei nesse passeio, mas eu fui de roupas confortáveis, afinal, sou da cidade, mas não sou perua.
Conheço muito bem esses carrapichos. Rs
Lindo demais a forma que você relata. Beijos

manuela barroso disse...

Ah minha querida Leninha, que bem que me fizeste à alma ao ler a tua caminhada. Conforme estavas a contar eu maginava o que iria sair desta vez; sim porque não a recordaste por acaso... Tinha que ser bem interessante. E foi, juntamente com a forma sempre encantadora como entras na tua história e onde participas de uma forma tão envolvente e dinãmica.
Uma maravilha ler a tua maneira de escrever, viva e alegre.
Com ou sem carrapichos, a verdade é que fiquei "encarrapichada" nas tuas memórias e não deixei de esboçar daqui um sorrios malandro! Sim porque tu contaste esta história porque tinha carrapichos. (é assim que se diz?-também tem tantos nomes que ...)
E me quedo indo a sorrir...
Mas deixo-te o meu enormeee abraço, sempre!
Bjisssssssssss

Rita disse...

¨`*• (¨`•.•´¨) ♡ .•*
Olha só minha linda que bonito texto
para refletir e eu adorei tudo por aqui e os carrapicho uiiii dói mas aqui ficou ótimos Abraços com todo meu carinho
Rita!!!
¨`*• (¨`•.•´¨) ♡ .•*

Calu disse...

As agruras duma citadina inveterada, rsrs, poderia ser o título deste capítulo, Leninha.
Eu sou do lema:"quando em Roma, faça como os romanos".
Pobre visitante, quis experenciar pra comprovar que o ambiente natural é lindo , mas agreste.

Bjos doce senhorinha.
Calu

SOL da Esteva disse...

Senhorinha dos meus encantos! Fico extasiado nas lembranças que fazes ressaltar da vida.
Palavras para quê?
Deliciosos.



Beijos


SOL

Arione Torres disse...

Oi amiga, ótimo post! Adorei!
Adoro as suas histórias...
Tenha um ótimo fds, beijos.

Maria Helena lima disse...

Olá deve ser penoso andar no mato de salto, ri um pouco e me vi voltando a anos atrás...adoro suas belas e reais histórias, borrachudos e picão na roupa , sei bem como é!

desculpe a ausencia estava de f´erias e me dei o luxo de ficar sem computer...

um ano doce pra ti1 bjsss

Sissym disse...

Querida Leninha,

Ando atrasada demais para comentar, mais ainda para responder ao comentarios.
Hoje que comecei a responder a todos em Metamorfose; a voce: "Sim, Leninha, talvez seja uma das afinidades entre nós e que tambem inspira tamanho carinho."

Cara amiga, os seus textos me fazem voar aos meus proprios pensamentos e lembranças.
E mais, voce escreve de uma maneira formidável, poderia ser um livro fantastico.

Beijos

Anne Lieri disse...

Um relato divertido apesar do sofrimento da esposa do amigo mas, bem se vê que não entendia nadinha de mato!...rss...até a próxima,Leninha!bjs,

vieira calado disse...

Creio que esta é a minha 1ª visita a este interessante blog.
E que música!
Saudações poéticas para si!

Severa Cabral(escritora) disse...

Estou aqui hoje por um motivo mais que especial.
Tenho que dizer que não foi fácil conseguir você para ser meu seguidor,
foi muita motivação impulsionando com postagens e visitas...que atingi 300 seguidores
Agradeço te convidando a visitar a florada do IPÊ junto comigo no FOLHAS DE OUTONO !
Deixo o meu abraço recheado de carinho !!!!!

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Já tinha lido o interessante episódio mas, por alguma razão (que já não lembro) não comentei. Agora sim!
Os malditos carrapichos, que estragam qualquer bom humor. Adoro caminhar no mato! Esta elegante senhora, não tinha mesmo bom senso. Azar o dela, que não aproveitou a delícia de um piquenique no mato. Triste pra você que tinha que ter a gentileza de uma anfitriã. Faz parte!

Um lindo domingo, depois de uma linda noite de sábado.
Beijos e muito carinho, da Lúcia.

Arione Torres disse...

Oi Leninha, lindas lembranças...
Adoro vir aqui no seu blog amiga.
Tenha um bom começo de semana e bom domingo, beijos.

Kunti/Elza Ghetti Zerbatto disse...

Leninha!
Que lembranças mais gostosas de serem vividas e lidas.
Seu texto nos transporta para um mundo muito bom e de harmonia.
um feliz fim de semana para ti.
abração com carinho

vieira calado disse...

Olá, boa noite!
Vim ver se havia novidades...
Deixo as minhas cordiais saudações poéticas!

Livinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Livinha disse...

Olá Leninha

Chegando para apreciar os teus contos que adoraria ouvi-los bem ao pé de ti, mas fica-se na escrita o que muito ganho por aprender e me divertir.

A senhora como todo ser desta vida deveras teimosa, sabia que não podia e foi lá e fez.
É assim um mundo cheinho de Thomés que optam antes por ver para poder crer.

Não faz muito tempo andei a visitar algumas cachoeiras em Divinópolis a encantar, muito sobe, desce, mas os mistérios são atrativos e tem que ser bem aproveitado e assim eu fiz, o que valeu e muito.

Quanto a tua saúde, o meu desejo de que logo possas estar de volta, vez em quando também preciso me ausentar, pois que a coluna castiga demais, mas é assim mesmo, um dia bem outro não e a gente segue se surpreendendo.
Melhoras pra você e muita paz em teu recinto junto aos teus.

Beijos

Livinha

24 fevereiro, 2013 03:45

Ramana disse...

Olá amiga! Qto tempo! Vc está dando um tempo nas postagens? Vim desejar a você um Feliz tempo Pascal, com a família!

hoje Você foi sorteada nos - Links de minhas amigas seguidoras - do Menu Páginas, para ser visitada, gostou desta idéia? Eu gostaria de visitar mais vocês, mas são tantas coisas fora da blogosfera, estudo, piano, espanhol, fim de semana,tenho que ir para o rancho ( o maridão não abre mão...)
Quero desejar a vc uma ótima semana e dizer que seus trabalhos estão lindos! Meu novo blog: http://receitasesegredosdacozinhamineira.blogspot.com.br (de receitas). Vc já conhece? Espero que apareça por lá e me......siga!
Saudades da amiga, Ramana